{"id":16226,"date":"2021-01-25T16:59:28","date_gmt":"2021-01-25T19:59:28","guid":{"rendered":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/?p=16226"},"modified":"2021-01-25T16:59:28","modified_gmt":"2021-01-25T19:59:28","slug":"stj-revoga-prisao-apos-reconhecimento-por-fotografia-feito-por-whatsapp","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/2021\/01\/25\/stj-revoga-prisao-apos-reconhecimento-por-fotografia-feito-por-whatsapp\/","title":{"rendered":"STJ revoga pris\u00e3o ap\u00f3s reconhecimento por fotografia feito por WhatsApp"},"content":{"rendered":"\n<p>Ainda que a jurisprud\u00eancia brasileira admita o reconhecimento por meio fotogr\u00e1fico, mesmo quando n\u00e3o forem observadas todas as formalidades do artigo 226 do C\u00f3digo de Processo Penal, \u00e9 preciso que o ato seja corroborado por outros elementos de prova para justificar a imposi\u00e7\u00e3o de pris\u00e3o cautelar.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img src=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/img\/b\/whatsapp9.jpeg\" alt=\"\"\/><figcaption>V\u00edtimas argentinas receberam foto dos suspeitos de crime no litoral catarinense<br><sup>Reprodu\u00e7\u00e3o<\/sup><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Com esse entendimento, a 6\u00aa Turma do Superior Tribunal de Justi\u00e7a deu provimento a recurso em Habeas Corpus para revogar a pris\u00e3o preventiva de um r\u00e9u por roubo cujo reconhecimento foi feito por fotografias, enviadas pelo aplicativo WhatsApp \u00e0s v\u00edtimas.<\/p>\n\n\n\n<p>A decis\u00e3o foi un\u00e2nime, em caso julgado em 15 de dezembro de 2020. O ac\u00f3rd\u00e3o foi publicado no dia 18 do mesmo m\u00eas.<\/p>\n\n\n\n<p>O reconhecimento foi feito dessa maneira porque o crime foi cometido no litoral catarinense contra turistas argentinos, que voltaram para casa no dia seguinte ao roubo.<\/p>\n\n\n\n<p>Eles registraram boletim de ocorr\u00eancia em que descreveram como tr\u00eas criminosos invadiram o local alugado, com os rostos cobertos por bon\u00e9s e len\u00e7os tapando boca e nariz, armados com rev\u00f3lveres e uma faca. \u00c0 pol\u00edcia, mensuraram idade e altura dos envolvidos, e citaram caracter\u00edsticas f\u00edsicas.<\/p>\n\n\n\n<p>As investiga\u00e7\u00f5es levaram \u00e0 apreens\u00e3o de dois dos envolvidos. O terceiro foi reconhecido porque, na busca e apreens\u00e3o, encontrou-se um cart\u00e3o banc\u00e1rio com o nome do suspeito, cujas caracter\u00edsticas batiam com a descri\u00e7\u00e3o das v\u00edtimas: altura elevada, os olhos verdes, moreno e bra\u00e7os peludos. \u00c0 pol\u00edcia, uma das pessoas que residia no local disse j\u00e1 ter se relacionado com o suspeito.<\/p>\n\n\n\n<p>Para o Tribunal de Justi\u00e7a de Santa Catarina, a pris\u00e3o estava bem justificada porque n\u00e3o houve o envio de fotos aleat\u00f3rias, j\u00e1 que existiu uma pr\u00e9via investiga\u00e7\u00e3o que identificou alguns suspeitos. J\u00e1 a 6\u00aa Turma entendeu que n\u00e3o ficou demonstrado que o reconhecimento foi corroborado por outros elementos de prova.<\/p><div class=\"kprym69e6792a61243\" ><!--<a href=\"https:\/\/bit.ly\/3QdrqTZ\" target=\"_blank\">\n<img src=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/mobile-geral.gif\"\/><a\/>--><\/div><style type=\"text\/css\">\r\n.kprym69e6792a61243 {\r\ntext-align: center;\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 1201px) {\r\n.kprym69e6792a61243 {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 993px) and (max-width: 1200px) {\r\n.kprym69e6792a61243 {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 769px) and (max-width: 992px) {\r\n.kprym69e6792a61243 {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 768px) and (max-width: 768px) {\r\n.kprym69e6792a61243 {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (max-width: 767px) {\r\n.kprym69e6792a61243 {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n<\/style>\r\n<div class=\"dwnzs69e6792a61227\" ><!--<a href=\"https:\/\/bit.ly\/3QdrqTZ\" target=\"_blank\">\n<img src=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/desktop-geral.gif\"\/><a\/>--><\/div><style type=\"text\/css\">\r\n.dwnzs69e6792a61227 {\r\ntext-align: center;\nmargin-bottom: 1em;\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 1201px) {\r\n.dwnzs69e6792a61227 {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 993px) and (max-width: 1200px) {\r\n.dwnzs69e6792a61227 {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 769px) and (max-width: 992px) {\r\n.dwnzs69e6792a61227 {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 768px) and (max-width: 768px) {\r\n.dwnzs69e6792a61227 {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (max-width: 767px) {\r\n.dwnzs69e6792a61227 {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n<\/style>\r\n\n\n\n\n<p>Relator, o ministro Sebasti\u00e3o Reis J\u00fanior destacou que o crime foi cometido por pessoas com rosto parcialmente coberto e que, ainda que o suspeito reconhecido por foto tenha hist\u00f3rico criminal, consta apenas a apreens\u00e3o de um cart\u00e3o banc\u00e1rio em seu nome.<\/p>\n\n\n\n<p>A apreens\u00e3o ocorreu no local onde foi realizada dilig\u00eancia que resultou na pris\u00e3o de um dos corr\u00e9us, sendo que h\u00e1 suposto v\u00ednculo de afetividade acusado com algumas pessoas que l\u00e1 residiam, j\u00e1 tendo uma delas, inclusive, relacionado-se com o r\u00e9u.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cPortanto, no caso, o reconhecimento fotogr\u00e1fico com inobserv\u00e2ncia das regras procedimentais do artigo 226 do C\u00f3digo de Processo Penal, realizado exclusivamente pelo envio de fotografias ao telefone celular das v\u00edtimas por meio de aplicativo de mensagens \u2014 WhatsApp \u2014, n\u00e3o corroborado posteriormente por mais elementos capazes de demonstrar o envolvimento do recorrente aos fatos, n\u00e3o \u00e9 suficiente para validar a cust\u00f3dia cautelar que lhe foi imposta\u201d, concluiu.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Precedente do STJ<\/strong><br>O tema do&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2020-nov-02\/defensoria-entrara-recurso-homem-reconhecido-foto\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">reconhecimento por fotografia<\/a>&nbsp;\u00e9 controverso na&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2020-dez-24\/pedreiro-preso-dois-anos-reconhecimento-duvidoso-solto\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">jurisprud\u00eancia<\/a>&nbsp;brasileira e foi, recentemente, abordado em&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2020-out-27\/reconhecimento-foto-nao-embasar-condenacao-stj\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">precedente da 6\u00aa Turma<\/a>&nbsp;do Superior Tribunal de Justi\u00e7a. Em outubro, o colegiado decidiu que a exibi\u00e7\u00e3o de fotos deve ser etapa antecedente a eventual reconhecimento pessoal.<\/p>\n\n\n\n<p>O ac\u00f3rd\u00e3o relatado pelo ministro Rog\u00e9rio Schietti fixa diretrizes a serem seguidas e refor\u00e7a o disposto no artigo 226 do C\u00f3digo de Processo Penal. H\u00e1 duas premissas objetivas: que a pessoa que tiver de fazer o reconhecimento descreva a pessoa que deva ser reconhecida; e que o suspeito seja colocado, se poss\u00edvel, ao lado de outras que com ela tiverem qualquer semelhan\u00e7a, convidando-se quem tiver de fazer o reconhecimento a apont\u00e1-la.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>RHC&nbsp;133.408<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ainda que a jurisprud\u00eancia brasileira admita o reconhecimento por meio fotogr\u00e1fico, mesmo quando n\u00e3o forem observadas todas as formalidades do artigo 226 do C\u00f3digo de Processo Penal, \u00e9 preciso que o ato seja corroborado por outros elementos de prova para justificar a imposi\u00e7\u00e3o de pris\u00e3o cautelar. Com esse entendimento, a 6\u00aa Turma do Superior Tribunal<br \/><a class=\"more-link\" href=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/2021\/01\/25\/stj-revoga-prisao-apos-reconhecimento-por-fotografia-feito-por-whatsapp\/\">Mais&#8230;<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":10461,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16226"}],"collection":[{"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=16226"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16226\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":16227,"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16226\/revisions\/16227"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/10461"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=16226"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=16226"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=16226"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}