{"id":16044,"date":"2021-01-18T10:08:08","date_gmt":"2021-01-18T13:08:08","guid":{"rendered":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/?p=16044"},"modified":"2021-01-18T10:08:08","modified_gmt":"2021-01-18T13:08:08","slug":"mantida-condenacao-de-companhia-aerea-por-extravio-de-bagagem-de-passageira","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/2021\/01\/18\/mantida-condenacao-de-companhia-aerea-por-extravio-de-bagagem-de-passageira\/","title":{"rendered":"Mantida condena\u00e7\u00e3o de companhia a\u00e9rea por extravio de bagagem de passageira"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" width=\"680\" height=\"432\" src=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/bagagem.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1841\" srcset=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/bagagem.jpg 680w, https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/bagagem-300x191.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 680px) 100vw, 680px\" \/><figcaption>Reprodu\u00e7\u00e3o<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>A 2\u00aa C\u00e2mara C\u00edvel do Tribunal de Justi\u00e7a, \u00e0 unanimidade de votos, negou recurso e manteve senten\u00e7a que condenou a Companhia A\u00e9rea Gol Linhas A\u00e9reas S\/A a pagar a uma passageira indeniza\u00e7\u00e3o por danos materiais e por danos morais, advindos de falha na presta\u00e7\u00e3o do servi\u00e7o a\u00e9reo, devido ao extravio da bagagem da consumidora.<\/p>\n\n\n\n<p>A Gol Linhas A\u00e9reas S\/A recorreu de senten\u00e7a da 12\u00aa Vara C\u00edvel de Natal que a condenou a pagar indeniza\u00e7\u00e3o por danos morais, no valor de R$ 5 mil, bem como a ressarcir uma cliente por danos materiais, referentes ao excesso de bagagem, no valor de R$ 313,20 e aos produtos transportados na mala que foi extraviada, listados nos autos do processo, cuja quantifica\u00e7\u00e3o ser\u00e1 feita na liquida\u00e7\u00e3o de senten\u00e7a. Os valores ser\u00e3o corridos e acrescidos de juros.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Defesa<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>No recurso, a companhia a\u00e9rea sustentou que a exist\u00eancia dos pertences que estavam na bagagem extraviada precisa ser comprovada, estando incompat\u00edvel o dano material alegado. Defendeu que a passageira incorreu em culpa exclusiva, eis que n\u00e3o preencheu a declara\u00e7\u00e3o de bens, defendendo, tamb\u00e9m, que a indeniza\u00e7\u00e3o, caso mantida, deve ser calculada com base no C\u00f3digo Brasileiro de Aeron\u00e1utica.<\/p>\n\n\n\n<p>A Gol Linhas A\u00e9reas argumentou ainda que o dano moral n\u00e3o ficou configurado, reclamando, tamb\u00e9m, do valor fixado a este t\u00edtulo. Requereu o provimento total do recurso ou, pelo menos, a redu\u00e7\u00e3o da indeniza\u00e7\u00e3o \u2013 material e moral \u2013 para R$ 5 mil.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Entendimento judicial<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Ao julgar o recurso, a desembargadora Judite Nunes entendeu que a decis\u00e3o n\u00e3o merece reparos quanto aos danos morais, tampouco no que toca aos materiais. Ela observou que a consumidora adquiriu passagem a\u00e9rea junto \u00e0 companhia Gol, para o trecho S\u00e3o Paulo \u2013 Natal, e, ao chegar ao destino final, verificou que sua bagagem havia sido extraviada, n\u00e3o tendo sido encontrada.<\/p><div class=\"ybjwm69f237c1c4687\" ><!--<a href=\"https:\/\/bit.ly\/3QdrqTZ\" target=\"_blank\">\n<img src=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/mobile-geral.gif\"\/><a\/>--><\/div><style type=\"text\/css\">\r\n.ybjwm69f237c1c4687 {\r\ntext-align: center;\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 1201px) {\r\n.ybjwm69f237c1c4687 {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 993px) and (max-width: 1200px) {\r\n.ybjwm69f237c1c4687 {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 769px) and (max-width: 992px) {\r\n.ybjwm69f237c1c4687 {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 768px) and (max-width: 768px) {\r\n.ybjwm69f237c1c4687 {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (max-width: 767px) {\r\n.ybjwm69f237c1c4687 {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n<\/style>\r\n<div class=\"dpjjw69f237c1c4670\" ><!--<a href=\"https:\/\/bit.ly\/3QdrqTZ\" target=\"_blank\">\n<img src=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/desktop-geral.gif\"\/><a\/>--><\/div><style type=\"text\/css\">\r\n.dpjjw69f237c1c4670 {\r\ntext-align: center;\nmargin-bottom: 1em;\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 1201px) {\r\n.dpjjw69f237c1c4670 {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 993px) and (max-width: 1200px) {\r\n.dpjjw69f237c1c4670 {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 769px) and (max-width: 992px) {\r\n.dpjjw69f237c1c4670 {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 768px) and (max-width: 768px) {\r\n.dpjjw69f237c1c4670 {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (max-width: 767px) {\r\n.dpjjw69f237c1c4670 {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n<\/style>\r\n\n\n\n\n<p>Explicou que, tratando-se de voo nacional, s\u00e3o aplic\u00e1veis as regras do C\u00f3digo de Defesa do Consumidor e, em consequ\u00eancia, a teoria da responsabilidade objetiva, segundo a qual o dano gera o dever de indenizar diante do extravio da bagagem.<\/p>\n\n\n\n<p>Esclareceu que o C\u00f3digo de Defesa do Consumidor revogou os dispositivos do C\u00f3digo Brasileiro de Aeron\u00e1utica que estabelecem responsabilidade limitada para as empresas de transporte a\u00e9reo. Como prestadoras de servi\u00e7os p\u00fablicos, as empresas a\u00e9reas est\u00e3o submetidas ao regime do C\u00f3digo de Defesa do Consumidor, que estabelece responsabilidade objetiva integral.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Ressarcimento<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Para a relatora, sendo o transporte a\u00e9reo servi\u00e7o p\u00fablico concedido pela Uni\u00e3o as empresas que o exploram n\u00e3o podem ficar fora do regime de indeniza\u00e7\u00e3o integral estatu\u00eddo no C\u00f3digo de Defesa do Consumidor. No caso, embasou seu entendimento ao ressarcimento dos danos materiais na documenta\u00e7\u00e3o anexada aos autos, que foram devidamente analisadas na primeira inst\u00e2ncia, considerada suficiente aliada \u00e0 situa\u00e7\u00e3o f\u00e1tica dos autos.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cDesse modo, h\u00e1 que ser ressarcido o valor relativo aos objetos que foram relacionados pela apelada, vez que a empresa apelante n\u00e3o cumpriu com a sua obriga\u00e7\u00e3o de exigir a declara\u00e7\u00e3o de bens e valores contidos na bagagem despachada, n\u00e3o carecendo a senten\u00e7a de reparos nesse ponto, nos termos do artigo 734 do C\u00f3digo Civil\u201d, comentou.<\/p>\n\n\n\n<p>Ela finalizou o julgamento afirmando que \u201cQuanto ao dano moral, entendo que a passageira sofreu aborrecimento e constrangimento, submetendo-se a situa\u00e7\u00e3o frustrante em vista do extravio de sua mala\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>(Processo n\u00ba 0843935-38.2015.8.20.5001)<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A 2\u00aa C\u00e2mara C\u00edvel do Tribunal de Justi\u00e7a, \u00e0 unanimidade de votos, negou recurso e manteve senten\u00e7a que condenou a Companhia A\u00e9rea Gol Linhas A\u00e9reas S\/A a pagar a uma passageira indeniza\u00e7\u00e3o por danos materiais e por danos morais, advindos de falha na presta\u00e7\u00e3o do servi\u00e7o a\u00e9reo, devido ao extravio da bagagem da consumidora. 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