{"id":15102,"date":"2020-12-06T08:06:00","date_gmt":"2020-12-06T11:06:00","guid":{"rendered":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/?p=15102"},"modified":"2020-12-05T21:08:56","modified_gmt":"2020-12-06T00:08:56","slug":"apos-separacao-mulher-deve-pagar-a-ex-marido-aluguel-de-imovel-adquirido-pelo-casal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/2020\/12\/06\/apos-separacao-mulher-deve-pagar-a-ex-marido-aluguel-de-imovel-adquirido-pelo-casal\/","title":{"rendered":"Ap\u00f3s separa\u00e7\u00e3o, mulher deve pagar a ex-marido aluguel de im\u00f3vel adquirido pelo casal"},"content":{"rendered":"\n<p>Segundo o artigo 1.326 do&nbsp;C\u00f3digo Civil, o copropriet\u00e1rio de um im\u00f3vel tem o direito de receber os frutos do bem em quest\u00e3o. A partir dessa previs\u00e3o legal, o Tribunal de Justi\u00e7a do Distrito Federal manteve senten\u00e7a que condenou uma mulher a pagar ao ex-marido o valor referente ao aluguel do apartamento em que mora. O im\u00f3vel foi adquirido na const\u00e2ncia do casamento&nbsp;\u2014 regime de comunh\u00e3o parcial de bens&nbsp;\u2014, mas ainda n\u00e3o foi partilhado pelos ex-c\u00f4njuges.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img src=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/img\/b\/separacao.jpeg\" alt=\"\"\/><figcaption>Mulher que mora em apartamento comprado pelo casal deve pagar aluguel ao ex-marido<br><sup>Dollar Photo Club<\/sup><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Segundo os autos, o autor da a\u00e7\u00e3o foi casado por mais de dez anos com a r\u00e9, mas se separaram em 2018, ano em que ele deixou o lar. O im\u00f3vel, desde ent\u00e3o, passou a ser ocupado pela r\u00e9 e pela filha do casal. O ex-marido tamb\u00e9m afirmou que, apesar de n\u00e3o usufruir do bem, vem pagando todas as parcelas do financiamento do im\u00f3vel e taxas de condom\u00ednio, al\u00e9m da pens\u00e3o aliment\u00edcia para a filha, fruto do matrim\u00f4nio. Assim, pediu em ju\u00edzo que a r\u00e9 lhe pague aluguel pelo uso do apartamento, o que foi deferido pelo ju\u00edzo da&nbsp;1\u00aa Vara C\u00edvel de Samambaia.<\/p>\n\n\n\n<p>A ex-mulher apelou da decis\u00e3o, afirmando&nbsp;que&nbsp;ainda n\u00e3o houve a partilha do im\u00f3vel, pois n\u00e3o foi decretado o div\u00f3rcio das partes. Informou ainda&nbsp;que a filha menor do ex-casal reside com ela, sendo dever de ambos os pais prestar moradia. Assim, disse n\u00e3o ser poss\u00edvel o arbitramento de aluguel em seu desfavor, at\u00e9 porque a condena\u00e7\u00e3o que lhe foi imposta retira o direito presumido de moradia da infante.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>No entanto, o relator do caso, desembargador Arnoldo Camanho, entendeu que a apelante n\u00e3o se desincumbiu do \u00f4nus de demonstrar que os fatos alegados pelo autor n\u00e3o eram verdadeiros&nbsp;\u2014 copropriedade do im\u00f3vel, cujo uso \u00e9 feito apenas pela apelante.<\/p><div class=\"criiu69d1f098b874b\" ><!--<a href=\"https:\/\/bit.ly\/3QdrqTZ\" target=\"_blank\">\n<img src=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/mobile-geral.gif\"\/><a\/>--><\/div><style type=\"text\/css\">\r\n.criiu69d1f098b874b {\r\ntext-align: center;\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 1201px) {\r\n.criiu69d1f098b874b {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 993px) and (max-width: 1200px) {\r\n.criiu69d1f098b874b {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 769px) and (max-width: 992px) {\r\n.criiu69d1f098b874b {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 768px) and (max-width: 768px) {\r\n.criiu69d1f098b874b {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (max-width: 767px) {\r\n.criiu69d1f098b874b {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n<\/style>\r\n<div class=\"golys69d1f098b8729\" ><!--<a href=\"https:\/\/bit.ly\/3QdrqTZ\" target=\"_blank\">\n<img src=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/desktop-geral.gif\"\/><a\/>--><\/div><style type=\"text\/css\">\r\n.golys69d1f098b8729 {\r\ntext-align: center;\nmargin-bottom: 1em;\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 1201px) {\r\n.golys69d1f098b8729 {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 993px) and (max-width: 1200px) {\r\n.golys69d1f098b8729 {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 769px) and (max-width: 992px) {\r\n.golys69d1f098b8729 {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 768px) and (max-width: 768px) {\r\n.golys69d1f098b8729 {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (max-width: 767px) {\r\n.golys69d1f098b8729 {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n<\/style>\r\n\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, o magistrado entendeu que, ainda que o casal tenha uma filha, isso n\u00e3o influencia no fato de que a mulher mora no im\u00f3vel com exclusividade. Tamb\u00e9m destacou que o genitor paga alimentos mensais \u00e0 crian\u00e7a, &#8220;cumprindo seu papel no custeio das necessidades da infante, inclusive no que tange a moradia&#8221;.&nbsp; Assim, no caso concreto, n\u00e3o faria sentido invocar o direito \u00e0 moradia da menor, que sequer \u00e9 parte dos autos.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, a&nbsp;decis\u00e3o, de forma un\u00e2nime, negou provimento \u00e0 apela\u00e7\u00e3o, mantendo a condena\u00e7\u00e3o \u00e0 mulher de pagar R$ 400 mensais ao ex-marido, a t\u00edtulo de 50% do valor do aluguel do apartamento.&nbsp;<em>Com informa\u00e7\u00f5es da assessoria de imprensa do TJ-DF.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><strong>0705548-05.2019.8.07.0009<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Segundo o artigo 1.326 do&nbsp;C\u00f3digo Civil, o copropriet\u00e1rio de um im\u00f3vel tem o direito de receber os frutos do bem em quest\u00e3o. A partir dessa previs\u00e3o legal, o Tribunal de Justi\u00e7a do Distrito Federal manteve senten\u00e7a que condenou uma mulher a pagar ao ex-marido o valor referente ao aluguel do apartamento em que mora. O<br \/><a class=\"more-link\" href=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/2020\/12\/06\/apos-separacao-mulher-deve-pagar-a-ex-marido-aluguel-de-imovel-adquirido-pelo-casal\/\">Mais&#8230;<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":1570,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15102"}],"collection":[{"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=15102"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15102\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":15103,"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15102\/revisions\/15103"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1570"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=15102"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=15102"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=15102"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}