{"id":14964,"date":"2020-12-01T10:48:44","date_gmt":"2020-12-01T13:48:44","guid":{"rendered":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/?p=14964"},"modified":"2020-12-01T10:48:44","modified_gmt":"2020-12-01T13:48:44","slug":"salario-de-servidores-nao-pode-ficar-congelado-decide-stf","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/2020\/12\/01\/salario-de-servidores-nao-pode-ficar-congelado-decide-stf\/","title":{"rendered":"Sal\u00e1rio de servidores n\u00e3o pode ficar congelado, decide STF"},"content":{"rendered":"\n<p>O Supremo Tribunal Federal&nbsp;julgou inconstitucional uma norma do Paran\u00e1 que impedia a revis\u00e3o geral anual de diferen\u00e7a remunerat\u00f3ria decorrente da implementa\u00e7\u00e3o do regime de remunera\u00e7\u00e3o por subs\u00eddio na Pol\u00edcia Militar e no Corpo de Bombeiros do estado. Tamb\u00e9m foi julgado inconstitucional dispositivo que determinava a incorpora\u00e7\u00e3o do sal\u00e1rio-fam\u00edlia ao subs\u00eddio. A decis\u00e3o, un\u00e2nime, foi proferida em a\u00e7\u00e3o direta de inconstitucionalidade&nbsp;na sess\u00e3o virtual encerrada em 20\/11.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" width=\"680\" height=\"383\" src=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/C4D7321977B4015ACB0C9542E2957EDDBC83_dinheiro.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-2411\" srcset=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/C4D7321977B4015ACB0C9542E2957EDDBC83_dinheiro.jpg 680w, https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/C4D7321977B4015ACB0C9542E2957EDDBC83_dinheiro-300x169.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 680px) 100vw, 680px\" \/><figcaption>Reprodu\u00e7\u00e3o<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>A ADI foi ajuizada pela Associa\u00e7\u00e3o Nacional das Entidades Representativas dos Militares Estaduais e Corpo de Bombeiros Militares do Brasil (Anermb) questionando, na \u00edntegra, duas normas paranaenses: a Lei 17.169\/2012, que fixou subs\u00eddio como forma de remunera\u00e7\u00e3o dos integrantes da carreira policial militar, e a Lei 17.172\/2012, que criou a gratifica\u00e7\u00e3o por exerc\u00edcio de fun\u00e7\u00e3o privativa policial.<\/p>\n\n\n\n<p>Entre outros pontos, a associa\u00e7\u00e3o sustentava a incompatibilidade de regras previstas na lei com o regime de subs\u00eddio, forma de remunera\u00e7\u00e3o paga em parcela \u00fanica a alguns agentes p\u00fablicos.<\/p>\n\n\n\n<p>A relatora da a\u00e7\u00e3o, ministra C\u00e1rmen L\u00facia, observou que a Lei 17.169\/2012 (artigo 2\u00ba, par\u00e1grafos 1\u00ba e 2\u00ba) estabelece que eventual diferen\u00e7a remunerat\u00f3ria apurada individualmente n\u00e3o seria objeto de reajuste ou de revis\u00e3o geral anual, continuando a ser paga cumulativamente com o subs\u00eddio at\u00e9 sua absor\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Ela explicou que, embora o STF n\u00e3o reconhe\u00e7a direito adquirido a regime jur\u00eddico remunerat\u00f3rio, para que a regra implementada na lei paranaense fosse v\u00e1lida, seria necess\u00e1ria a preserva\u00e7\u00e3o do valor nominal da remunera\u00e7\u00e3o, sob pena de contrariedade ao princ\u00edpio da irredutibilidade de vencimentos (inciso XV do artigo 37 da Constitui\u00e7\u00e3o da Rep\u00fablica).<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo a ministra, a norma estadual, ao impedir a revis\u00e3o da \u201cdiferen\u00e7a de subs\u00eddio\u201d, acabou por instituir \u201cinadmiss\u00edvel congelamento&#8221; dessa parcela individual. A relatora lembrou que, de acordo com a jurisprud\u00eancia do Supremo, uma vez destacada, a parcela individual se desvincula de sua origem e deixa de acompanhar futuros reajustes, passando a sujeitar-se, no entanto, aos \u00edndices gerais de revis\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, ao vedar o reajuste ou a submiss\u00e3o da parcela correspondente \u00e0 diferen\u00e7a de subs\u00eddio \u00e0 revis\u00e3o geral dos servidores p\u00fablicos, a norma questionada promove, de forma indireta, redu\u00e7\u00e3o dos subs\u00eddios e dos benef\u00edcios previdenci\u00e1rios decorrentes e suprime a garantia de revis\u00e3o geral estabelecida no inciso X do artigo 37 da Constitui\u00e7\u00e3o da Rep\u00fablica.<\/p><div class=\"djiiy69db3e633f424\" ><!--<a href=\"https:\/\/bit.ly\/3QdrqTZ\" target=\"_blank\">\n<img src=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/mobile-geral.gif\"\/><a\/>--><\/div><style type=\"text\/css\">\r\n.djiiy69db3e633f424 {\r\ntext-align: center;\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 1201px) {\r\n.djiiy69db3e633f424 {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 993px) and (max-width: 1200px) {\r\n.djiiy69db3e633f424 {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 769px) and (max-width: 992px) {\r\n.djiiy69db3e633f424 {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 768px) and (max-width: 768px) {\r\n.djiiy69db3e633f424 {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (max-width: 767px) {\r\n.djiiy69db3e633f424 {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n<\/style>\r\n<div class=\"rcixq69db3e633f40a\" ><!--<a href=\"https:\/\/bit.ly\/3QdrqTZ\" target=\"_blank\">\n<img src=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/desktop-geral.gif\"\/><a\/>--><\/div><style type=\"text\/css\">\r\n.rcixq69db3e633f40a {\r\ntext-align: center;\nmargin-bottom: 1em;\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 1201px) {\r\n.rcixq69db3e633f40a {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 993px) and (max-width: 1200px) {\r\n.rcixq69db3e633f40a {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 769px) and (max-width: 992px) {\r\n.rcixq69db3e633f40a {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 768px) and (max-width: 768px) {\r\n.rcixq69db3e633f40a {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (max-width: 767px) {\r\n.rcixq69db3e633f40a {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n<\/style>\r\n\n\n\n\n<p>Tamb\u00e9m foi julgada inconstitucional a regra que estabelece a incorpora\u00e7\u00e3o do sal\u00e1rio-fam\u00edlia ao subs\u00eddio (artigo 11, inciso VII da Lei 17.169\/2012). A ministra C\u00e1rmen L\u00facia salientou que, conforme a Constitui\u00e7\u00e3o, a retribui\u00e7\u00e3o por subs\u00eddio em parcela \u00fanica (artigo 39, par\u00e1grafo 4\u00ba) n\u00e3o impede a cumula\u00e7\u00e3o com outras parcelas de natureza indenizat\u00f3ria, tempor\u00e1rias ou que com fundamento espec\u00edfico, especialmente as que s\u00e3o atribu\u00eddas pela pr\u00f3pria Constitui\u00e7\u00e3o em favor dos trabalhadores em geral, como \u00e9 o caso do sal\u00e1rio-fam\u00edlia.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com a relatora, a exclus\u00e3o, se admitida, levaria \u00e0 conclus\u00e3o de que os servidores p\u00fablicos militares do Paran\u00e1 n\u00e3o teriam os mesmos direitos b\u00e1sicos atribu\u00eddos aos trabalhadores em geral, violando o princ\u00edpio da isonomia.<\/p>\n\n\n\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 alegada inconstitucionalidade na fixa\u00e7\u00e3o de 11 refer\u00eancias para progress\u00e3o horizontal dos militares, de acordo com o tempo na carreira, a ministra observou que a ado\u00e7\u00e3o desse crit\u00e9rio n\u00e3o desvirtua o regime constitucional dos subs\u00eddios. C\u00e1rmen L\u00facia destacou que h\u00e1 exemplos da ado\u00e7\u00e3o do crit\u00e9rio temporal para a defini\u00e7\u00e3o de classes, padr\u00f5es e faixas em carreiras federais remuneradas dessa forma, como a dos policiais rodovi\u00e1rios federais, a dos auditores da Receita Federal e a dos auditores-fiscais do trabalho.<\/p>\n\n\n\n<p>A relatora tamb\u00e9m afastou a alega\u00e7\u00e3o de incompatibilidade do regime de subs\u00eddio com o recebimento de gratifica\u00e7\u00e3o de dire\u00e7\u00e3o, chefia e assessoramento na Pol\u00edcia Militar, Civil e Cient\u00edfica e pelo desempenho de atribui\u00e7\u00f5es inerentes \u00e0 Casa Militar da Governadoria do Estado, com previs\u00e3o na Lei Lei paranaense 17.172\/2012.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;S\u00e3o gratifica\u00e7\u00f5es validamente institu\u00eddas e decorrentes do espec\u00edfico exerc\u00edcio, provis\u00f3rio ou eventual, de atribui\u00e7\u00f5es extraordin\u00e1rias e distintas daquelas inerentes ao exerc\u00edcio do pr\u00f3prio cargo de policial, pelo que constituem parcelas remunerat\u00f3rias compat\u00edveis com o regime constitucional dos subs\u00eddios&#8221;, concluiu.<\/p>\n\n\n\n<p>A ADI 5.450 foi julgada parcialmente procedente, para declarar a inconstitucionalidade da express\u00e3o \u201crevis\u00f5es gerais anuais de subs\u00eddio\u201d, constante dos par\u00e1grafos 1\u00ba e 2\u00ba do artigo 2\u00b0 da Lei paranaense 17.169\/2012 e do artigo 11, inciso VII da mesma lei.&nbsp;<em>Com informa\u00e7\u00f5es da assessoria de imprensa do STF.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Clique&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/dl\/stf-anula-lei-impede-revisao-parcelas.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">aqui<\/a>&nbsp;para ler o voto da relatora<br>ADI&nbsp;5.054<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Supremo Tribunal Federal&nbsp;julgou inconstitucional uma norma do Paran\u00e1 que impedia a revis\u00e3o geral anual de diferen\u00e7a remunerat\u00f3ria decorrente da implementa\u00e7\u00e3o do regime de remunera\u00e7\u00e3o por subs\u00eddio na Pol\u00edcia Militar e no Corpo de Bombeiros do estado. 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