{"id":14495,"date":"2020-11-11T11:44:18","date_gmt":"2020-11-11T14:44:18","guid":{"rendered":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/?p=14495"},"modified":"2020-11-11T11:44:18","modified_gmt":"2020-11-11T14:44:18","slug":"viuva-de-vitima-de-acidente-em-rodovia-do-rn-sera-indenizada-em-r-50-mil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/2020\/11\/11\/viuva-de-vitima-de-acidente-em-rodovia-do-rn-sera-indenizada-em-r-50-mil\/","title":{"rendered":"Vi\u00fava de v\u00edtima de acidente em rodovia do RN ser\u00e1 indenizada em R$ 50 mil"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" width=\"640\" height=\"427\" src=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/justica-1.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1055\" srcset=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/justica-1.jpg 640w, https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/justica-1-300x200.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><figcaption>Ilustrativa <\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Decis\u00e3o da 3\u00aa Vara da Fazenda P\u00fablica de Natal, determinou ao Departamento de Estradas e Rodagem do Rio Grande do Norte a pagar a uma cidad\u00e3, a t\u00edtulo de indeniza\u00e7\u00e3o por danos morais, o valor de R$ 50 mil, em virtude da morte do marido dela, provocada por um acidente automobil\u00edstico, ocorrida na rodovia RN 233, entre os munic\u00edpios de Assu e Para\u00fa, no in\u00edcio do ano de 2018, por causa de buracos na estrada.<\/p>\n\n\n\n<p>O \u00f3rg\u00e3o p\u00fablico tamb\u00e9m ter\u00e1 de arcar com o valor de R$ 20.356,00, a t\u00edtulo de danos materiais, pela perda total do ve\u00edculo do marido da autora da a\u00e7\u00e3o judicial. Foi fixada ainda, pens\u00e3o mensal no valor de um sal\u00e1rio m\u00ednimo desde a data do acidente at\u00e9 a data em que o falecido completaria 72 anos e 10 meses de idade, ou seja, em agosto de 2025. Aos valores acima dever\u00e1 ser acrescida corre\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria e juros de mora. A decis\u00e3o \u00e9 do juiz Bruno Montenegro.<\/p>\n\n\n\n<p>A esposa da v\u00edtima alegou que o acidente de tr\u00e2nsito somente ocorreu em decorr\u00eancia da exist\u00eancia de buracos na rodovia, os quais obrigaram os ve\u00edculos que transitavam em sentido contr\u00e1rio a desviarem de sua rota, ocasionando, assim, a colis\u00e3o que culminou na morte do seu esposo. Ela sustentou que ficou evidente a responsabilidade do Estado pelo fato lesivo ocasionado, pelo que se mostrou necess\u00e1ria a condena\u00e7\u00e3o do DRE\/RN a repara\u00e7\u00e3o pelos danos sofridos.<\/p>\n\n\n\n<p>O Estado do RN requereu sua exclus\u00e3o do processo em virtude de considerar n\u00e3o ser parte leg\u00edtima para responder a a\u00e7\u00e3o judicial. Assim, pediu pela total improced\u00eancia dos pleitos autorais, e, alternativamente, pela mitiga\u00e7\u00e3o do dever de indenizar, alegando culpa concorrente. Alegou que o \u00f4nus da sucumb\u00eancia deve ser rateado, pedindo, tamb\u00e9m, a suspens\u00e3o do processo at\u00e9 que seja definida a quest\u00e3o acerca do benef\u00edcio do Seguro DPVAT, para que haja abatimento, conforme a S\u00famula do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ).<\/p>\n\n\n\n<p>Em decis\u00e3o judicial, foi extinto o processo, sem resolu\u00e7\u00e3o de m\u00e9rito, com rela\u00e7\u00e3o ao Estado do Rio Grande do Norte e inclu\u00eddo o DER na demanda que requereu a improced\u00eancia da pretens\u00e3o autoral por inexist\u00eancia de provas.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Aprecia\u00e7\u00e3o do caso<\/strong><\/p><div class=\"jscjj69fb2ef385c60\" ><!--<a href=\"https:\/\/bit.ly\/3QdrqTZ\" target=\"_blank\">\n<img src=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/mobile-geral.gif\"\/><a\/>--><\/div><style type=\"text\/css\">\r\n.jscjj69fb2ef385c60 {\r\ntext-align: center;\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 1201px) {\r\n.jscjj69fb2ef385c60 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Godeiro.<\/p>\n\n\n\n<p>Desta forma, o julgador constatou que o Departamento de Estradas de Rodagem agiu de maneira negligente, incorrendo, portanto, em uma das modalidades caracterizadoras da culpa, ao deixar de conservar a via, permitindo que surgissem v\u00e1rios buracos, em ambos os lados da pista. \u201cVejo, pois, que al\u00e9m de ter permitido o surgimento dos mencionados buracos, o Poder P\u00fablico, aqui representado pelo DER\/RN, sequer providenciou qualquer tipo de sinaliza\u00e7\u00e3o, como \u00e9 poss\u00edvel observar das provas acostadas aos autos, colocando em risco a integridade f\u00edsica e a vida de todos que por ali trafegavam\u201d, ressaltou o juiz.<\/p>\n\n\n\n<p>Com base na Lei Complementar n\u00ba 163, de 05 de fevereiro de 1999, e na doutrina, o magistrado verificou que recai sobre o DER\/RN a obriga\u00e7\u00e3o permanente de conserva\u00e7\u00e3o das estradas de rodagem, cabendo-lhe tomar todas as medidas e provid\u00eancias necess\u00e1rias para garantir a seguran\u00e7a dos que dela se utilizam.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cTenho, portanto, como configurada a responsabilidade da parte requerida, uma vez que devidamente caracterizados os pressupostos respectivos, devo dizer, a atitude omissiva do r\u00e9u (falta de manuten\u00e7\u00e3o e sinaliza\u00e7\u00e3o do trecho da rodovia RN 074), a culpa deste (neglig\u00eancia) e o nexo de causalidade\u201d, concluiu.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>(Processo n\u00ba 0846427-95.2018.8.20.5001)<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Decis\u00e3o da 3\u00aa Vara da Fazenda P\u00fablica de Natal, determinou ao Departamento de Estradas e Rodagem do Rio Grande do Norte a pagar a uma cidad\u00e3, a t\u00edtulo de indeniza\u00e7\u00e3o por danos morais, o valor de R$ 50 mil, em virtude da morte do marido dela, provocada por um acidente automobil\u00edstico, ocorrida na rodovia RN<br \/><a class=\"more-link\" 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