{"id":14259,"date":"2020-11-03T08:34:44","date_gmt":"2020-11-03T11:34:44","guid":{"rendered":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/?p=14259"},"modified":"2020-11-02T20:46:57","modified_gmt":"2020-11-02T23:46:57","slug":"justica-do-es-contraria-tst-e-considera-motorista-de-aplicativo-empregado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/2020\/11\/03\/justica-do-es-contraria-tst-e-considera-motorista-de-aplicativo-empregado\/","title":{"rendered":"Justi\u00e7a do ES contraria TST e considera motorista de aplicativo empregado"},"content":{"rendered":"\n<p>A rela\u00e7\u00e3o existente entre um motorista e o aplicativo de transporte no qual ele est\u00e1 cadastrado cont\u00e9m&nbsp;subordina\u00e7\u00e3o, alteridade, onerosidade, n\u00e3o eventualidade e pessoalidade&nbsp;e, portanto, deve ser reconhecido o v\u00ednculo empregat\u00edcio. Assim entendeu a ju\u00edza&nbsp;Andrea Carla Zani, da&nbsp;6\u00aa Vara do Trabalho de Vit\u00f3ria (ES), que&nbsp;condenou a&nbsp;Uber do Brasil Tecnologia Ltda.&nbsp;a&nbsp;anotar a carteira de trabalho de um trabalhador e pagar a ele verbas rescis\u00f3rias e demais direitos trabalhistas, al\u00e9m de uma indeniza\u00e7\u00e3o por danos morais.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img src=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/img\/b\/uber11.png\" alt=\"\"\/><figcaption>A Uber sofreu uma dura derrota na<br>Justi\u00e7a Trabalhista do Esp\u00edrito Santo<br><sup>Divulga\u00e7\u00e3o<\/sup><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>A decis\u00e3o&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2020-set-11\/tst-nega-existencia-vinculo-empregaticio-entre-motorista-uber\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><strong>contraria entendimento estabelecido recentemente pelo Tribunal Superior do Trabalho<\/strong><\/a>, que em setembro negou a exist\u00eancia de v\u00ednculo trabalhista entre a Uber e os motoristas que utilizam a plataforma para prestar seus servi\u00e7os.<\/p>\n\n\n\n<p>O autor da a\u00e7\u00e3o relatou nos autos que aderiu aos termos da reclamada em outubro de 2015 e que se desligou do aplicativo em mar\u00e7o de 2019. Ele contou que a escolha de dias e hor\u00e1rios de trabalho \u00e9 feita pelo motorista, mas que a Uber, por meio de promo\u00e7\u014des, induz \u00e0 continuidade da jornada de trabalho.<\/p>\n\n\n\n<p>O motorista relatou tamb\u00e9m que recebia advert\u00eancias sobre a sua forma de dirigir e tinha de reportar tudo ao aplicativo, caso contr\u00e1rio &#8220;n\u00e3o conseguia fazer nada&#8221;. Ele contou ainda que chegou a ficar&nbsp;&#8220;deslogado&#8221; por dias em raz\u00e3o de doen\u00e7a e que foi exclu\u00eddo da plataforma por ter feito muitos cancelamentos.<\/p>\n\n\n\n<p>Em sua defesa, a Uber&nbsp;alegou que, como empresa de tecnologia, apenas fornece uma ferramenta capaz de hospedar solicita\u00e7\u00f5es de viagens e que, por isso, trata-se de caso de uma rela\u00e7\u00e3o comercial, n\u00e3o de trabalho.<\/p><div class=\"hwosn69f2a694e0c98\" ><!--<a href=\"https:\/\/bit.ly\/3QdrqTZ\" target=\"_blank\">\n<img src=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/mobile-geral.gif\"\/><a\/>--><\/div><style type=\"text\/css\">\r\n.hwosn69f2a694e0c98 {\r\ntext-align: center;\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 1201px) {\r\n.hwosn69f2a694e0c98 {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 993px) and (max-width: 1200px) {\r\n.hwosn69f2a694e0c98 {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 769px) and (max-width: 992px) {\r\n.hwosn69f2a694e0c98 {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 768px) and (max-width: 768px) {\r\n.hwosn69f2a694e0c98 {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (max-width: 767px) {\r\n.hwosn69f2a694e0c98 {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n<\/style>\r\n<div class=\"hficb69f2a694e0c74\" ><!--<a href=\"https:\/\/bit.ly\/3QdrqTZ\" target=\"_blank\">\n<img src=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/desktop-geral.gif\"\/><a\/>--><\/div><style type=\"text\/css\">\r\n.hficb69f2a694e0c74 {\r\ntext-align: center;\nmargin-bottom: 1em;\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 1201px) {\r\n.hficb69f2a694e0c74 {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 993px) and (max-width: 1200px) {\r\n.hficb69f2a694e0c74 {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 769px) and (max-width: 992px) {\r\n.hficb69f2a694e0c74 {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 768px) and (max-width: 768px) {\r\n.hficb69f2a694e0c74 {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (max-width: 767px) {\r\n.hficb69f2a694e0c74 {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n<\/style>\r\n\n\n\n\n<p>A ju\u00edza Andrea Carla Zani, no entanto, n\u00e3o se convenceu com os argumentos da empresa. Em sua decis\u00e3o, ela citou trecho da tese de doutorado do juiz do TRT-17 (ES) Fausto Siqueira Gaia, que trata das novas formas de trabalho no mundo dos aplicativos. De acordo com o magistrado, a presen\u00e7a dos elementos habitualidade, pessoalidade, onerosidade, subordina\u00e7\u00e3o jur\u00eddica e alheabilidade permite concluir que a rela\u00e7\u00e3o&nbsp;\u00e9, de fato, de emprego.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Os dados da realidade prevalecem sobre os instrumentos formalmente elaborados pela plataforma tecnol\u00f3gica para dar a apar\u00eancia de autonomia \u00e0 rela\u00e7\u00e3o jur\u00eddica de trabalho&#8221;.&nbsp;<em>Com informa\u00e7\u00f5es da assessoria de imprensa do TRT-17<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>0000448-58.2020.5.17.0006<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Conjur<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A rela\u00e7\u00e3o existente entre um motorista e o aplicativo de transporte no qual ele est\u00e1 cadastrado cont\u00e9m&nbsp;subordina\u00e7\u00e3o, alteridade, onerosidade, n\u00e3o eventualidade e pessoalidade&nbsp;e, portanto, deve ser reconhecido o v\u00ednculo empregat\u00edcio. 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