{"id":14202,"date":"2020-10-29T15:15:32","date_gmt":"2020-10-29T18:15:32","guid":{"rendered":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/?p=14202"},"modified":"2020-10-29T14:38:48","modified_gmt":"2020-10-29T17:38:48","slug":"prescricao-na-lei-de-improbidade-administrativa-parte-02","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/2020\/10\/29\/prescricao-na-lei-de-improbidade-administrativa-parte-02\/","title":{"rendered":"Prescri\u00e7\u00e3o na Lei de Improbidade Administrativa \u2013 parte 02"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" width=\"640\" height=\"427\" src=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/juizes.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-2488\" srcset=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/juizes.jpg 640w, https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/juizes-300x200.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><figcaption>Reprodu\u00e7\u00e3o<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Por Rodrigo Leite | Telegram<\/strong>:<strong>&nbsp;<\/strong><a href=\"https:\/\/t.me\/pilulasjuridicasSTFSTJ\"><strong>https:\/\/t.me\/pilulasjuridicasSTFSTJ<\/strong><\/a><\/p>\n\n\n\n<p>Segue o link da parte 01: <a href=\"https:\/\/bit.ly\/2OtBVRU\"><strong>https:\/\/bit.ly\/2OtBVRU<\/strong><\/a><strong>. <\/strong>Ent\u00e3o vamos l\u00e1 para a <strong>parte 02 de 04.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Na <strong>Lei de Improbidade Administrativa<\/strong> (Lei n. 8.429\/1992) a prescri\u00e7\u00e3o \u00e9 regrada pelo art. 23, dispositivo com a seguinte reda\u00e7\u00e3o:&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c<strong>Art. 23.<\/strong> As a\u00e7\u00f5es destinadas a levar a efeitos as san\u00e7\u00f5es previstas nesta lei podem ser propostas:<\/p>\n\n\n\n<p>I &#8211; at\u00e9 cinco anos ap\u00f3s o t\u00e9rmino do exerc\u00edcio de mandato, de cargo em comiss\u00e3o ou de fun\u00e7\u00e3o de confian\u00e7a;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>II<\/strong> &#8211; dentro do prazo prescricional previsto em lei espec\u00edfica para faltas disciplinares pun\u00edveis com demiss\u00e3o a bem do servi\u00e7o p\u00fablico, nos casos de exerc\u00edcio de cargo efetivo ou emprego.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>III<\/strong> &#8211; at\u00e9 cinco anos da data da apresenta\u00e7\u00e3o \u00e0 administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica da presta\u00e7\u00e3o de contas final pelas entidades referidas no par\u00e1grafo \u00fanico do art. 1<sup>o<\/sup> desta Lei.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo <strong>Luana Pedrosa de Figueiredo Cruz<\/strong> (<em>Coment\u00e1rios \u00e0 Lei de Improbidade Administrativa<\/em>. S\u00e3o Paulo: RT, 2012, p. 343) \u201ca individualiza\u00e7\u00e3o do lapso prescricional no \u00e2mbito da LIA \u00e9 associada \u00e0 natureza do v\u00ednculo jur\u00eddico mantido pelo agente p\u00fablico com o sujeito passivo em potencial.\u201d <strong>A disciplina do lapso prescricional variar\u00e1 conforme o v\u00ednculo com o Poder P\u00fablico seja, ou n\u00e3o, tempor\u00e1rio<\/strong> \u2013 GARCIA, Emerson; ALVES, Rog\u00e9rio Pacheco. <em>Improbidade Administrativa<\/em>. S\u00e3o Paulo: Saraiva, 2013, p. 714. Cumpre registrar, como dito na parte 01, que os prazos do dispositivo s\u00e3o inaplic\u00e1veis \u00e0s condutas dolosas de ressarcimento ao er\u00e1rio.<\/p><div class=\"syktz69f2c3991ba82\" ><!--<a href=\"https:\/\/bit.ly\/3QdrqTZ\" target=\"_blank\">\n<img src=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/mobile-geral.gif\"\/><a\/>--><\/div><style type=\"text\/css\">\r\n.syktz69f2c3991ba82 {\r\ntext-align: center;\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 1201px) {\r\n.syktz69f2c3991ba82 {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 993px) and (max-width: 1200px) {\r\n.syktz69f2c3991ba82 {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 769px) and (max-width: 992px) {\r\n.syktz69f2c3991ba82 {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 768px) and (max-width: 768px) {\r\n.syktz69f2c3991ba82 {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (max-width: 767px) {\r\n.syktz69f2c3991ba82 {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n<\/style>\r\n<div class=\"tsqva69f2c3991ba6e\" ><!--<a href=\"https:\/\/bit.ly\/3QdrqTZ\" target=\"_blank\">\n<img src=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/desktop-geral.gif\"\/><a\/>--><\/div><style type=\"text\/css\">\r\n.tsqva69f2c3991ba6e {\r\ntext-align: center;\nmargin-bottom: 1em;\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 1201px) {\r\n.tsqva69f2c3991ba6e {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 993px) and (max-width: 1200px) {\r\n.tsqva69f2c3991ba6e {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 769px) and (max-width: 992px) {\r\n.tsqva69f2c3991ba6e {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 768px) and (max-width: 768px) {\r\n.tsqva69f2c3991ba6e {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (max-width: 767px) {\r\n.tsqva69f2c3991ba6e {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n<\/style>\r\n\n\n\n\n<p>O <strong>inciso I<\/strong> prev\u00ea que o prazo para a pretens\u00e3o ser\u00e1 de <strong>cinco anos<\/strong> contados do t\u00e9rmino do exerc\u00edcio de mandato, de cargo em comiss\u00e3o ou de fun\u00e7\u00e3o de confian\u00e7a. Desse modo, desligado o agente pol\u00edtico do cargo, ou o exercente de cargo em comiss\u00e3o ou do servidor exercente de fun\u00e7\u00e3o de confian\u00e7a, come\u00e7a a contar do primeiro dia ap\u00f3s a cess\u00e3o do v\u00ednculo o prazo prescricional de 5 (cinco) anos para as demandas que objetivam aplicar as san\u00e7\u00f5es da Lei de Improbidade Administrativa (ver san\u00e7\u00f5es no art. 12).<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com <strong>Emerson Garcia e Rog\u00e9rio Pacheco Alves<\/strong> (2013, p. 717) o rol constante no inciso I do art. 23 da Lei de Improbidade <strong>n\u00e3o \u00e9 exaustivo<\/strong> e pode alcan\u00e7ar caso id\u00eanticos ali n\u00e3o previstos. Nessa linha, <strong>Wallace Paiva Martins Junior<\/strong> (2011, p. 290) defende que merecem id\u00eantico tratamento aos do inciso I, os contratados por tempo determinado, os convocados e requisitados e os delegados de fun\u00e7\u00e3o p\u00fablica (salvo os investidos em cargo efetivo, como os not\u00e1rios).<\/p>\n\n\n\n<p>Em caso de reelei\u00e7\u00e3o de prefeito ou governador, por exemplo, o STJ considera que o prazo se inicia do t\u00e9rmino do segundo mandato, mesmo que o ato tenha sido cometido no primeiro mandato. A contagem do prazo prescricional se inicia apenas no fim do segundo mandato dos agentes pol\u00edticos (<strong>REsp 1836329\/CE<\/strong>, Rel. Min. Francisco Falc\u00e3o, Segunda Turma, julgado em 03\/03\/2020). Tal racioc\u00ednio \u00e9 extens\u00edvel para Vereador que exerce presid\u00eancia de C\u00e2mara Municipal \u2013 <em>vide<\/em> <strong>AgInt no REsp 1593994\/ES<\/strong>, Rel. Min. S\u00e9rgio Kukina, Primeira Turma, julgado em 15\/05\/2018.<\/p>\n\n\n\n<p>O STJ j\u00e1 entendeu que mesmo havendo descontinuidade entre os mandatos, em virtude de anula\u00e7\u00e3o do primeiro pleito, com <strong>assun\u00e7\u00e3o tempor\u00e1ria<\/strong> do cargo de Prefeito pelo Presidente da C\u00e2mara de Vereadores, ainda assim o termo inicial do prazo prescricional nas a\u00e7\u00f5es de improbidade administrativa <strong>permanece sendo o t\u00e9rmino do segundo mandato do Prefeito<\/strong>. Compreendeu o Tribunal o fato de o Presidente da C\u00e2mara Municipal ter assumido provisoriamente, conforme determina\u00e7\u00e3o da Justi\u00e7a Eleitoral, at\u00e9 que fosse providenciada nova elei\u00e7\u00e3o, n\u00e3o descaracterizou a legislatura, esta correspondente, naquele caso, ao per\u00edodo de 1\u00ba de janeiro de 2005 a 31 dezembro de 2008 \u2013 ver <strong>REsp 1414757\/RN<\/strong>, Rel. Min. Humberto Martins, Segunda Turma, julgado em 06\/10\/2015.<\/p>\n\n\n\n<p>Tamb\u00e9m caso o indiv\u00edduo se mantenha no cargo comissionado por per\u00edodos sucessivos, a prescri\u00e7\u00e3o \u00e9 contada do t\u00e9rmino do \u00faltimo exerc\u00edcio, ou seja, quando da extin\u00e7\u00e3o do v\u00ednculo com a Administra\u00e7\u00e3o \u2013 ver <strong>REsp 1179085\/SC<\/strong>, Rel. Min. Eliana Calmon, Segunda Turma, julgado em 23\/03\/2010 e <strong>AgInt no REsp 1633525\/DF<\/strong>, Rel. Min. Mauro Campbell Marques, Segunda Turma, julgado em 08\/06\/2017.<\/p>\n\n\n\n<p>Compreende-se que quando o ocupante de cargo comissionado tamb\u00e9m \u00e9 titular de cargo efetivo, a prescri\u00e7\u00e3o se rege pelo inciso II e n\u00e3o pelo inciso I da Lei de Improbidade \u2013 <em>vide<\/em> <strong>EDcl no REsp 1643498\/MG<\/strong>, DJe 11\/10\/2017. Para o STJ, se houver \u201ccumula\u00e7\u00e3o de cargos efetivos com decorrentes de mandato e de fun\u00e7\u00f5es comissionadas\u201d ocorre \u201cpreval\u00eancia dos cargos efetivos no c\u00f4mputo da prescri\u00e7\u00e3o\u201d e incide o inciso II do art. 23 da Lei 8.429\/1992 (<strong>REsp 1263106\/RO<\/strong>, julgado em 01\/10\/2015).<\/p>\n\n\n\n<p>Continuamos nas partes 03 e 04. Abra\u00e7o a todos!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Rodrigo Leite | Telegram:&nbsp;https:\/\/t.me\/pilulasjuridicasSTFSTJ Segue o link da parte 01: https:\/\/bit.ly\/2OtBVRU. Ent\u00e3o vamos l\u00e1 para a parte 02 de 04. Na Lei de Improbidade Administrativa (Lei n. 8.429\/1992) a prescri\u00e7\u00e3o \u00e9 regrada pelo art. 23, dispositivo com a seguinte reda\u00e7\u00e3o:&nbsp; \u201cArt. 23. 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