{"id":13888,"date":"2020-10-19T14:12:00","date_gmt":"2020-10-19T17:12:00","guid":{"rendered":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/?p=13888"},"modified":"2020-10-19T12:58:05","modified_gmt":"2020-10-19T15:58:05","slug":"advogado-que-atuou-em-causa-deve-receber-honorarios-mesmo-se-nao-participar-de-acordo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/2020\/10\/19\/advogado-que-atuou-em-causa-deve-receber-honorarios-mesmo-se-nao-participar-de-acordo\/","title":{"rendered":"Advogado que atuou em causa deve receber honor\u00e1rios mesmo se n\u00e3o participar de acordo"},"content":{"rendered":"\n<p>Para a 3\u00aa turma do STJ, a celebra\u00e7\u00e3o de acordo sem participa\u00e7\u00e3o de advogado que atuou na a\u00e7\u00e3o, n\u00e3o exclui o direito dele aos honor\u00e1rios. Entendimento se deu em julgamento de recurso de uma empresa de engenharia que buscava reverter condena\u00e7\u00e3o ao pagamento de honor\u00e1rios em favor de advogado que atuou em a\u00e7\u00e3o ajuizada por um condom\u00ednio, mas n\u00e3o participou do acordo firmado entre as partes.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img src=\"https:\/\/img2.migalhas.uol.com.br\/_MEDPROC_\/https__img1.migalhas.uol.com.br__SL__gf_base__SL__empresas__SL__MIGA__SL__imagens__SL__2020__SL__10__SL__19__SL__46b28d11-aae0-4ab8-9ef2-ff229960eaf4.png._PROC_CP75.png\" alt=\"(Imagem: Pixabay)\" title=\"(Imagem: Pixabay)\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p>Em primeiro grau, a empresa foi condenada a pagar pouco mais de R$ 281 mil ao condom\u00ednio, al\u00e9m de arcar com as despesas processuais e os honor\u00e1rios advocat\u00edcios, fixados em 10% sobre o valor da condena\u00e7\u00e3o. Ap\u00f3s a interposi\u00e7\u00e3o de apela\u00e7\u00e3o pelas partes, elas realizaram acordo, no qual o condom\u00ednio foi representado por sua nova advogada, que participou das tratativas e cuja procura\u00e7\u00e3o revogou, automaticamente, o mandato outorgado aos advogados anteriores.<\/p>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s o acordo, um dos advogados que representaram o condom\u00ednio requereu que fossem preservados os seus leg\u00edtimos interesses em rela\u00e7\u00e3o aos honor\u00e1rios sucumbenciais definidos na senten\u00e7a condenat\u00f3ria. No entanto, na homologa\u00e7\u00e3o do acordo, o juiz indeferiu o pedido do advogado, pois o acordo foi apresentado antes do tr\u00e2nsito em julgado da senten\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>No entanto, o TJ\/RJ deu provimento \u00e0 apela\u00e7\u00e3o interposta pelo advogado para condenar a empresa ao pagamento da verba honor\u00e1ria fixada na senten\u00e7a condenat\u00f3ria.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Honor\u00e1rios<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A relatora do recurso interposto pela empresa, ministra Nancy Andrighi, explicou que o artigo 24, par\u00e1grafo 4\u00ba, da lei&nbsp;<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/leis\/l8906.htm\">8.906\/94<\/a>&nbsp;disp\u00f5e que &#8220;<em>o acordo feito pelo cliente do advogado e a parte contr\u00e1ria, salvo aquiesc\u00eancia do profissional, n\u00e3o lhe prejudica os honor\u00e1rios, quer os convencionados, quer os concedidos por senten\u00e7a&#8221;.<\/em>PUBLICIDADEhttps:\/\/b405198d2dab702e63aad456af40029d.safeframe.googlesyndication.com\/safeframe\/1-0-37\/html\/container.html<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo a ministra, a interpreta\u00e7\u00e3o dada ao dispositivo legal, inclusive em precedentes do STJ, \u00e9 a de que o acordo firmado entre as partes, sem a concord\u00e2ncia do advogado, n\u00e3o atinge o direito ao recebimento dos honor\u00e1rios advocat\u00edcios fixados em senten\u00e7a judicial transitada em julgado.<\/p><div class=\"gtidw69d980ac26f54\" ><!--<a href=\"https:\/\/bit.ly\/3QdrqTZ\" target=\"_blank\">\n<img src=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/mobile-geral.gif\"\/><a\/>--><\/div><style type=\"text\/css\">\r\n.gtidw69d980ac26f54 {\r\ntext-align: center;\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 1201px) {\r\n.gtidw69d980ac26f54 {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 993px) and (max-width: 1200px) {\r\n.gtidw69d980ac26f54 {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 769px) and (max-width: 992px) {\r\n.gtidw69d980ac26f54 {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 768px) and (max-width: 768px) {\r\n.gtidw69d980ac26f54 {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (max-width: 767px) {\r\n.gtidw69d980ac26f54 {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n<\/style>\r\n<div class=\"kporw69d980ac26f3b\" ><!--<a href=\"https:\/\/bit.ly\/3QdrqTZ\" target=\"_blank\">\n<img src=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/desktop-geral.gif\"\/><a\/>--><\/div><style type=\"text\/css\">\r\n.kporw69d980ac26f3b {\r\ntext-align: center;\nmargin-bottom: 1em;\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 1201px) {\r\n.kporw69d980ac26f3b {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 993px) and (max-width: 1200px) {\r\n.kporw69d980ac26f3b {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 769px) and (max-width: 992px) {\r\n.kporw69d980ac26f3b {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 768px) and (max-width: 768px) {\r\n.kporw69d980ac26f3b {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (max-width: 767px) {\r\n.kporw69d980ac26f3b {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n<\/style>\r\n\n\n\n\n<p>Nancy Andrighi lembrou precedente da pr\u00f3pria 3\u00aa turma no sentido de que, embora seja direito aut\u00f4nomo do advogado a execu\u00e7\u00e3o da verba honor\u00e1ria de sucumb\u00eancia, n\u00e3o h\u00e1 como atribuir for\u00e7a executiva \u00e0 senten\u00e7a que n\u00e3o transitou em julgado se as partes celebraram acordo que foi devidamente homologado por senten\u00e7a, devendo o caus\u00eddico, nessa situa\u00e7\u00e3o, valer-se das vias ordin\u00e1rias.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Entendimento<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Apesar da aus\u00eancia do tr\u00e2nsito em julgado no caso em an\u00e1lise, a ministra entendeu que deve ser flexibilizada essa interpreta\u00e7\u00e3o normativa, dadas as peculiaridades do caso concreto. Ela ressaltou que a senten\u00e7a que condenou a empresa foi mantida monocraticamente pelo desembargador relator no TJ\/RJ,&nbsp;<em>&#8220;o que demonstra o zelo e compet\u00eancia na atua\u00e7\u00e3o do ex-patrono do condom\u00ednio&#8221;<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p>Na hip\u00f3tese, a relatora ainda verificou que o pagamento de 10% do valor da condena\u00e7\u00e3o a t\u00edtulo de verba honor\u00e1ria foi mantido pelo tribunal fluminense em janeiro de 2016, e estava prestes a transitar em julgado, n\u00e3o fosse pelo fato de as partes terem, no dia 28 de janeiro de 2016, pedido a homologa\u00e7\u00e3o de acordo extrajudicial, que n\u00e3o fez men\u00e7\u00e3o ao pagamento da verba honor\u00e1ria, e que contou com a participa\u00e7\u00e3o de nova advogada constitu\u00edda nos autos.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao destacar a necessidade de observ\u00e2ncia ao dever de boa-f\u00e9 contratual, a ministra reconheceu o direito aut\u00f4nomo do advogado ao recebimento da verba honor\u00e1ria estabelecida na senten\u00e7a, devendo a decis\u00e3o ser considerada t\u00edtulo executivo judicial, nos termos dos artigos 23 e 24 da lei 8.906\/94.<\/p>\n\n\n\n<ul><li>Processo:&nbsp;<a href=\"http:\/\/www.stj.jus.br\/webstj\/processo\/justica\/jurisprudencia.asp?tipo=num_pro&amp;valor=REsp1851329\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">REsp 1.851.329<\/a><\/li><\/ul>\n\n\n\n<p><em>Informa\u00e7\u00f5es: STJ<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Para a 3\u00aa turma do STJ, a celebra\u00e7\u00e3o de acordo sem participa\u00e7\u00e3o de advogado que atuou na a\u00e7\u00e3o, n\u00e3o exclui o direito dele aos honor\u00e1rios. Entendimento se deu em julgamento de recurso de uma empresa de engenharia que buscava reverter condena\u00e7\u00e3o ao pagamento de honor\u00e1rios em favor de advogado que atuou em a\u00e7\u00e3o ajuizada por<br \/><a class=\"more-link\" href=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/2020\/10\/19\/advogado-que-atuou-em-causa-deve-receber-honorarios-mesmo-se-nao-participar-de-acordo\/\">Mais&#8230;<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":8146,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13888"}],"collection":[{"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=13888"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13888\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":13889,"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13888\/revisions\/13889"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/8146"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=13888"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=13888"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=13888"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}