{"id":12943,"date":"2020-09-14T13:00:31","date_gmt":"2020-09-14T16:00:31","guid":{"rendered":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/?p=12943"},"modified":"2020-09-14T11:21:38","modified_gmt":"2020-09-14T14:21:38","slug":"tst-nega-existencia-de-vinculo-empregaticio-entre-motorista-e-uber","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/2020\/09\/14\/tst-nega-existencia-de-vinculo-empregaticio-entre-motorista-e-uber\/","title":{"rendered":"TST nega exist\u00eancia de v\u00ednculo empregat\u00edcio entre motorista e Uber"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image\"><img loading=\"lazy\" width=\"652\" height=\"408\" src=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/uber.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1194\" srcset=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/uber.jpg 652w, https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/uber-300x188.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 652px) 100vw, 652px\" \/><figcaption>Divulga\u00e7\u00e3o<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>O trabalho prestado com a utiliza\u00e7\u00e3o de plataforma tecnol\u00f3gica de gest\u00e3o de oferta de motoristas-usu\u00e1rios e demanda de clientes-usu\u00e1rios n\u00e3o se d\u00e1 para a plataforma e n\u00e3o atende aos elementos configuradores da rela\u00e7\u00e3o de emprego previstos na CLT. Assim, n\u00e3o existe&nbsp;rela\u00e7\u00e3o de emprego entre o motorista profissional e a desenvolvedora de&nbsp;aplicativo.<\/p>\n\n\n\n<p>Com esse entendimento, a 4\u00aa Turma do Tribunal Superior do Trabalho negou provimento a agravo de instrumento em recurso de revista interposto por um motorista da Uber contra ac\u00f3rd\u00e3o do TRT-3 (MG). A decis\u00e3o, un\u00e2nime, foi publicada nesta sexta-feira (11\/9).<\/p>\n\n\n\n<p>O recurso foi admitido pela corte trabalhista por se tratar, sob o prisma da transcend\u00eancia, de quest\u00e3o jur\u00eddica nova, que se refere a interpreta\u00e7\u00e3o dos artigos 2\u00ba, 3\u00ba e 6\u00ba da CLT, sobre os quais &#8220;ainda n\u00e3o h\u00e1 jurisprud\u00eancia consolidada no \u00e2mbito do Tribunal Superior do Trabalho ou em decis\u00e3o de efeito vinculante no Supremo Tribunal Federal&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Por se tratar de recurso de revista, o TST seguiu sua s\u00famula 126, segundo a qual a Corte n\u00e3o pode proceder ao reexame de fatos e provas. Assim, considerou que o TRT-3 havia mantido a senten\u00e7a por seus pr\u00f3prios fundamentos, segundo os quais &#8220;o autor n\u00e3o estava sujeito ao poder diretivo, fiscalizador e punitivo da r\u00e9&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Desse modo, inexistindo tais poderes no caso concreto, inexiste tamb\u00e9m o v\u00ednculo empregat\u00edcio. &#8220;O contrato regido pela CLT exige a converg\u00eancia de quatro elementos configuradores: pessoalidade, onerosidade, n\u00e3o eventualidade e subordina\u00e7\u00e3o jur\u00eddica. Esta decorre do poder hier\u00e1rquico da empresa e se desdobra nos poderes diretivo, fiscalizador, regulamentar e disciplinar (punitivo)&#8221;, afirmou o relator do caso, ministro Alexandre Luiz Ramos.<\/p><div class=\"qyqoc69e22b43deec1\" ><!--<a href=\"https:\/\/bit.ly\/3QdrqTZ\" target=\"_blank\">\n<img src=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/mobile-geral.gif\"\/><a\/>--><\/div><style type=\"text\/css\">\r\n.qyqoc69e22b43deec1 {\r\ntext-align: center;\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 1201px) {\r\n.qyqoc69e22b43deec1 {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 993px) and (max-width: 1200px) {\r\n.qyqoc69e22b43deec1 {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 769px) and (max-width: 992px) {\r\n.qyqoc69e22b43deec1 {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 768px) and (max-width: 768px) {\r\n.qyqoc69e22b43deec1 {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (max-width: 767px) {\r\n.qyqoc69e22b43deec1 {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n<\/style>\r\n<div class=\"hlgze69e22b43deeab\" ><!--<a href=\"https:\/\/bit.ly\/3QdrqTZ\" target=\"_blank\">\n<img src=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/desktop-geral.gif\"\/><a\/>--><\/div><style type=\"text\/css\">\r\n.hlgze69e22b43deeab {\r\ntext-align: center;\nmargin-bottom: 1em;\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 1201px) {\r\n.hlgze69e22b43deeab {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 993px) and (max-width: 1200px) {\r\n.hlgze69e22b43deeab {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 769px) and (max-width: 992px) {\r\n.hlgze69e22b43deeab {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 768px) and (max-width: 768px) {\r\n.hlgze69e22b43deeab {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (max-width: 767px) {\r\n.hlgze69e22b43deeab {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n<\/style>\r\n\n\n\n\n<p>Segundo os elementos f\u00e1ticos do caso, o trabalho pela plataforma \u2014 &#8220;e n\u00e3o para ela&#8221; \u2014 n\u00e3o atende, segundo a decis\u00e3o,&nbsp;aos crit\u00e9rios definidos pela CLT, &#8220;pois o usu\u00e1rio-motorista pode dispor livremente quando e se disponibilizar\u00e1 seu servi\u00e7o de transporte para os usu\u00e1rios-clientes, sem qualquer&nbsp;exig\u00eancia de trabalho m\u00ednimo, de n\u00famero m\u00ednimo de viagens por per\u00edodo, de faturamento m\u00ednimo, sem qualquer fiscaliza\u00e7\u00e3o ou puni\u00e7\u00e3o por esta decis\u00e3o do motorista&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>O ministro acrescentou que&nbsp;a rela\u00e7\u00e3o de emprego prevista pela CLT tem como padr\u00e3o a &#8220;rela\u00e7\u00e3o cl\u00e1ssica de trabalho industrial&#8221;. Para as novas formas de trabalho, existe lei pr\u00f3pria. &#8220;O enquadramento da rela\u00e7\u00e3o estabelecida entre o motorista de aplicativo e a respectiva plataforma deve se dar com aquela prevista no ordenamento jur\u00eddico<br>com maior afinidade, como \u00e9 o caso da definida pela Lei 11.442\/2007, do<br>transportador aut\u00f4nomo, assim configurado aquele que \u00e9 propriet\u00e1rio<br>do ve\u00edculo e tem rela\u00e7\u00e3o de natureza comercial&#8221;, disse.<\/p>\n\n\n\n<p>E esse&nbsp;enquadramento jur\u00eddico de trabalho aut\u00f4nomo j\u00e1 foi declarado constitucional pelo STF, de modo que&nbsp;nem todo o trabalho pessoal e oneroso deve ser regido pela CLT.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Entendo que se trata de mais um importante precedente a favor das empresas de aplicativos, j\u00e1 que proferida por outra Turma do TST e por ter consignado, dentre outros argumentos, que n\u00e3o h\u00e1 subordina\u00e7\u00e3o do motorista na presta\u00e7\u00e3o dos servi\u00e7os&#8221;, afirmou \u00e0&nbsp;<strong>ConJur<\/strong>&nbsp;o advogado&nbsp;<strong>Luiz Antonio dos Santos Junior<\/strong>, s\u00f3cio da \u00e1rea trabalhista do Veirano Advogados.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Clique&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/dl\/processo10575-8820195030003.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">aqui<\/a>&nbsp;para ler a decis\u00e3o<br>10575-88.2019.5.03.0003<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O trabalho prestado com a utiliza\u00e7\u00e3o de plataforma tecnol\u00f3gica de gest\u00e3o de oferta de motoristas-usu\u00e1rios e demanda de clientes-usu\u00e1rios n\u00e3o se d\u00e1 para a plataforma e n\u00e3o atende aos elementos configuradores da rela\u00e7\u00e3o de emprego previstos na CLT. 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