{"id":12841,"date":"2020-09-10T13:34:56","date_gmt":"2020-09-10T16:34:56","guid":{"rendered":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/?p=12841"},"modified":"2020-09-10T13:34:56","modified_gmt":"2020-09-10T16:34:56","slug":"empresa-e-condenada-por-despedir-funcionario-que-testemunhou-em-acao-trabalhista-contra-ela","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/2020\/09\/10\/empresa-e-condenada-por-despedir-funcionario-que-testemunhou-em-acao-trabalhista-contra-ela\/","title":{"rendered":"Empresa \u00e9 condenada por despedir funcion\u00e1rio que testemunhou em a\u00e7\u00e3o trabalhista contra ela"},"content":{"rendered":"\n<p>A 2\u00aa turma do TRT da 4\u00aa regi\u00e3o considerou discriminat\u00f3ria a atitude de uma empresa que despediu um secret\u00e1rio ap\u00f3s ele testemunhar em a\u00e7\u00e3o trabalhista ajuizada por um ex-colega contra ela. A decis\u00e3o reforma parcialmente, no aspecto, senten\u00e7a proferida pelo ju\u00edzo da 2\u00aa vara do Trabalho de Lajeado\/RS.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img src=\"https:\/\/m.migalhas.com.br\/imagem\/8311386CF1CB64A58E960620A869982A15AE_dispensa.png\" alt=\"t\"\/><figcaption>Ilustrativa<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>A empresa n\u00e3o compareceu \u00e0 audi\u00eancia de instru\u00e7\u00e3o e foi declarada revel e confessa no processo, o que deu amparo \u00e0s alega\u00e7\u00f5es do autor. Por\u00e9m, o magistrado de 1\u00ba grau entendeu n\u00e3o ter sido discriminat\u00f3ria a despedida, salientando que os crit\u00e9rios que caracterizam a discrimina\u00e7\u00e3o estipulados no artigo 4\u00ba da lei&nbsp;<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/leis\/l9029.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">9.029\/95<\/a>&nbsp;<em>\u201cguardam rela\u00e7\u00e3o com caracter\u00edsticas intr\u00ednsecas, contingentes ou n\u00e3o, da condi\u00e7\u00e3o humana, nada tendo a ver com atitudes do empregado\u201d<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p>Por outro lado, segundo o magistrado, a empresa n\u00e3o poderia ter considerado como ato faltoso, pass\u00edvel de justa causa, a aus\u00eancia ao trabalho para prestar depoimento como testemunha em ju\u00edzo, pois isso se trata de servi\u00e7o p\u00fablico. Assim, concluiu que a despedida por justa causa do reclamante n\u00e3o foi discriminat\u00f3ria, e sim um ato de retalia\u00e7\u00e3o ao fato de o secret\u00e1rio ter aceitado ser testemunha do colega. O juiz, ent\u00e3o, condenou a empresa ao pagamento de indeniza\u00e7\u00e3o por danos morais, no valor de R$ 3.293,40, e das verbas rescis\u00f3rias devidas em despedidas sem justa causa.<\/p>\n\n\n\n<p>O empregado recorreu da decis\u00e3o. Para o relator, desembargador Cl\u00f3vis Fernando Schuch Santos, a atitude da empresa de despedir por justa causa o empregado por ele testemunhado em processo contra ela \u00e9, sim, pr\u00e1tica discriminat\u00f3ria e abusiva.<\/p>\n\n\n\n<p>O magistrado explicou que, conforme o artigo 4\u00ba da lei 9.029\/95, o empregado despedido de forma discriminat\u00f3ria pode optar pela reintegra\u00e7\u00e3o ao posto, com ressarcimento integral do per\u00edodo de afastamento, ou o recebimento, em dobro, da remunera\u00e7\u00e3o do per\u00edodo em que ficou afastado.<\/p><div class=\"sarft69f4db54b8e54\" ><!--<a href=\"https:\/\/bit.ly\/3QdrqTZ\" target=\"_blank\">\n<img src=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/mobile-geral.gif\"\/><a\/>--><\/div><style type=\"text\/css\">\r\n.sarft69f4db54b8e54 {\r\ntext-align: center;\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 1201px) {\r\n.sarft69f4db54b8e54 {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 993px) and (max-width: 1200px) {\r\n.sarft69f4db54b8e54 {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 769px) and (max-width: 992px) {\r\n.sarft69f4db54b8e54 {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 768px) and (max-width: 768px) {\r\n.sarft69f4db54b8e54 {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (max-width: 767px) {\r\n.sarft69f4db54b8e54 {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n<\/style>\r\n<div class=\"ancbe69f4db54b8e39\" ><!--<a href=\"https:\/\/bit.ly\/3QdrqTZ\" target=\"_blank\">\n<img src=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/desktop-geral.gif\"\/><a\/>--><\/div><style type=\"text\/css\">\r\n.ancbe69f4db54b8e39 {\r\ntext-align: center;\nmargin-bottom: 1em;\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 1201px) {\r\n.ancbe69f4db54b8e39 {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 993px) and (max-width: 1200px) {\r\n.ancbe69f4db54b8e39 {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 769px) and (max-width: 992px) {\r\n.ancbe69f4db54b8e39 {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 768px) and (max-width: 768px) {\r\n.ancbe69f4db54b8e39 {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (max-width: 767px) {\r\n.ancbe69f4db54b8e39 {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n<\/style>\r\n\n\n\n\n<p>No processo, o autor escolheu a segunda op\u00e7\u00e3o, considerando que o per\u00edodo de afastamento seria da rescis\u00e3o do contrato at\u00e9 o tr\u00e2nsito em julgado da decis\u00e3o, ou outro crit\u00e9rio temporal adotado pelo Tribunal. Considerando o fato de esta decis\u00e3o ter sido proferida mais de dois anos ap\u00f3s a rescis\u00e3o do contrato (ocorrida 13 de agosto de 2018), o desembargador Cl\u00f3vis entendeu que a remunera\u00e7\u00e3o em dobro de todo esse per\u00edodo geraria valor excessivo. Ent\u00e3o, limitou em 12 meses o per\u00edodo de pagamento em dobro. O valor fixado na origem a t\u00edtulo de indeniza\u00e7\u00e3o por danos morais foi mantido pela turma.<\/p>\n\n\n\n<p>A decis\u00e3o foi un\u00e2nime.<\/p>\n\n\n\n<p><em>Informa\u00e7\u00f5es: TRT da 4\u00aa regi\u00e3o.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Migalhas<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A 2\u00aa turma do TRT da 4\u00aa regi\u00e3o considerou discriminat\u00f3ria a atitude de uma empresa que despediu um secret\u00e1rio ap\u00f3s ele testemunhar em a\u00e7\u00e3o trabalhista ajuizada por um ex-colega contra ela. 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