{"id":12814,"date":"2020-09-09T14:56:13","date_gmt":"2020-09-09T17:56:13","guid":{"rendered":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/?p=12814"},"modified":"2020-09-09T14:57:38","modified_gmt":"2020-09-09T17:57:38","slug":"tjrn-julga-inconstitucional-a-instituicao-da-taxa-dos-bombeiros","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/2020\/09\/09\/tjrn-julga-inconstitucional-a-instituicao-da-taxa-dos-bombeiros\/","title":{"rendered":"TJRN julga inconstitucional a institui\u00e7\u00e3o da \u201cTaxa dos Bombeiros\u201d"},"content":{"rendered":"\n<p>Ao julgar procedente A\u00e7\u00e3o Direta de Inconstitucionalidade, na sess\u00e3o plen\u00e1ria desta quarta-feira (9), o Tribunal de Justi\u00e7a do RN declarou inconstitucional a institui\u00e7\u00e3o, em favor do Corpo de Bombeiros Militar, de taxa anual de preven\u00e7\u00e3o e combate a inc\u00eandios, busca e salvamento em im\u00f3veis localizados na regi\u00e3o metropolitana de Natal e no interior do estado, assim como da taxa anual de prote\u00e7\u00e3o contra inc\u00eandio, salvamento e resgate em via p\u00fablica para ve\u00edculos automotores. Os valores seriam revertidos para o Fundo Especial de Reaparelhamento do Corpo de Bombeiros Militar do RN (Funrebom).<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img loading=\"lazy\" width=\"750\" height=\"500\" src=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/TJRN-6.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-6120\" srcset=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/TJRN-6.jpg 750w, https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/TJRN-6-300x200.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><figcaption>Reprodu\u00e7\u00e3o<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Segundo a posi\u00e7\u00e3o do relator da ADI, desembargador Vivaldo Pinheiro, por se tratarem de atividades espec\u00edficas do Corpo de Bombeiros Militar, a preven\u00e7\u00e3o e combate a inc\u00eandio e a realiza\u00e7\u00e3o de busca e salvamentos n\u00e3o podem ser custeados pela cobran\u00e7a de taxas, devendo ser custeadas pela receita obtida pela cobran\u00e7a de impostos, conforme vem decidindo o Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a mat\u00e9ria.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, o Pleno do TJRN declarou inconstitucionais, com efeitos retroativos, os itens 1, 2 e 6 do Anexo \u00danico da Lei Complementar Estadual n\u00ba 247\/2002, com a reda\u00e7\u00e3o dada pela LCE n\u00ba 612\/2017, os quais institu\u00edram a cobran\u00e7a das taxas.<\/p>\n\n\n\n<p>Para o Minist\u00e9rio P\u00fablico Estadual, autor da A\u00e7\u00e3o Direta de Inconstitucionalidade, os servi\u00e7os inseridos nos itens 1, 2 e 6 deveriam ser custeados atrav\u00e9s de impostos, por serem colocados \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o, indistintamente, de toda a coletividade e, n\u00e3o, por meio de taxas, que se predestinariam ao custeio do exerc\u00edcio do poder de pol\u00edcia e da presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os caracterizados pela especificidade e pela divisibilidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao analisar a quest\u00e3o, o relator observou que, do ponto de vista formal, n\u00e3o se verificou nenhuma imperfei\u00e7\u00e3o que macule o processo de constitui\u00e7\u00e3o da Lei Complementar em an\u00e1lise, denotando evidentemente a regularidade de seu processo, desde a iniciativa, passando pela tramita\u00e7\u00e3o e san\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Atividade geral e indivis\u00edvel<\/strong><\/p><div class=\"rarnd69fb813f6382e\" ><!--<a href=\"https:\/\/bit.ly\/3QdrqTZ\" target=\"_blank\">\n<img src=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/mobile-geral.gif\"\/><a\/>--><\/div><style type=\"text\/css\">\r\n.rarnd69fb813f6382e {\r\ntext-align: center;\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 1201px) {\r\n.rarnd69fb813f6382e {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 993px) and (max-width: 1200px) {\r\n.rarnd69fb813f6382e {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 769px) and (max-width: 992px) {\r\n.rarnd69fb813f6382e {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 768px) and (max-width: 768px) {\r\n.rarnd69fb813f6382e {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (max-width: 767px) {\r\n.rarnd69fb813f6382e {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n<\/style>\r\n<div class=\"zfmwe69fb813f63815\" ><!--<a href=\"https:\/\/bit.ly\/3QdrqTZ\" target=\"_blank\">\n<img src=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/desktop-geral.gif\"\/><a\/>--><\/div><style type=\"text\/css\">\r\n.zfmwe69fb813f63815 {\r\ntext-align: center;\nmargin-bottom: 1em;\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 1201px) {\r\n.zfmwe69fb813f63815 {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 993px) and (max-width: 1200px) {\r\n.zfmwe69fb813f63815 {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 769px) and (max-width: 992px) {\r\n.zfmwe69fb813f63815 {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 768px) and (max-width: 768px) {\r\n.zfmwe69fb813f63815 {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (max-width: 767px) {\r\n.zfmwe69fb813f63815 {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n<\/style>\r\n\n\n\n\n<p>Por outro lado, do ponto de vista material, o desembargador Vivaldo Pinheiro destaca a complexidade da quest\u00e3o em discuss\u00e3o e recorreu aos julgados do STF sobre a mat\u00e9ria, observando que a jurisprud\u00eancia da Corte vinha oscilando. Por\u00e9m, frisou que em novembro de 2019, no julgamento da ADI 2.908\/SE, de relatoria da ministra Carm\u00e9n L\u00facia, foi firmado o entendimento de que o servi\u00e7o de seguran\u00e7a contra inc\u00eandio n\u00e3o pode ser custeado por taxa, por ser atividade essencial geral e indivis\u00edvel, de utilidade gen\u00e9rica, devendo ser custeada por imposto.<\/p>\n\n\n\n<p>Neste julgamento, o Supremo Tribunal Federal entendeu que o servi\u00e7o de preven\u00e7\u00e3o, combate e extin\u00e7\u00e3o de inc\u00eandios e de outros sinistros, enquanto prestado pelos corpos de bombeiros militares, \u00f3rg\u00e3o de seguran\u00e7a p\u00fablica a quem incumbe a execu\u00e7\u00e3o de atividade de defesa civil, \u00e9 universal e indivis\u00edvel.<\/p>\n\n\n\n<p>O relator Vivaldo Pinheiro aponta que as duas Turmas do Supremo t\u00eam observado essa orienta\u00e7\u00e3o jurisprudencial, pela qual se impede os Estados de institu\u00edrem taxa de combate a inc\u00eandio.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cPortanto, partindo-se de premissa de que a validade de taxa deve ser examinada a partir de seus elementos conformadores, quais sejam, hip\u00f3tese de incid\u00eancia, base de c\u00e1lculo, contribuinte, e n\u00e3o, exclusivamente, a partir da natureza da pessoa jur\u00eddica ou do \u00f3rg\u00e3o administrativo que desempenha as atividades estatais que a taxa pretende custear, v\u00ea que, in casu, a taxa cuja validade constitucional se discute tem como hip\u00f3tese de incid\u00eancia, justamente, a preven\u00e7\u00e3o e combate a inc\u00eandio, busca e salvamento\u201d, anota o relator.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com o voto do desembargador Vivaldo Pinheiro, as atividades indicadas como hip\u00f3teses de incid\u00eancia das referidas taxas s\u00e3o, na verdade, a s\u00edntese da atua\u00e7\u00e3o do Corpo de Bombeiros militar, \u201crepresentando a pr\u00f3pria raz\u00e3o de existir desse \u00f3rg\u00e3o\u201d, o que foi acompanhado pelos demais desembargadores do TJRN.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>(A\u00e7\u00e3o Direta de Inconstitucionalidade n\u00ba 0800052-67.2019.8.20.0000)<br>&nbsp;<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ao julgar procedente A\u00e7\u00e3o Direta de Inconstitucionalidade, na sess\u00e3o plen\u00e1ria desta quarta-feira (9), o Tribunal de Justi\u00e7a do RN declarou inconstitucional a institui\u00e7\u00e3o, em favor do Corpo de Bombeiros Militar, de taxa anual de preven\u00e7\u00e3o e combate a inc\u00eandios, busca e salvamento em im\u00f3veis localizados na regi\u00e3o metropolitana de Natal e no interior do estado,<br \/><a class=\"more-link\" href=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/2020\/09\/09\/tjrn-julga-inconstitucional-a-instituicao-da-taxa-dos-bombeiros\/\">Mais&#8230;<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":6120,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12814"}],"collection":[{"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=12814"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12814\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":12816,"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12814\/revisions\/12816"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/6120"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=12814"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=12814"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=12814"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}