{"id":12722,"date":"2020-09-05T19:51:14","date_gmt":"2020-09-05T22:51:14","guid":{"rendered":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/?p=12722"},"modified":"2020-09-05T19:52:59","modified_gmt":"2020-09-05T22:52:59","slug":"estado-nao-e-responsavel-por-danos-a-vitimas-provocados-por-preso-foragido-decide-stf","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/2020\/09\/05\/estado-nao-e-responsavel-por-danos-a-vitimas-provocados-por-preso-foragido-decide-stf\/","title":{"rendered":"Estado n\u00e3o \u00e9 respons\u00e1vel por danos a v\u00edtimas provocados por preso foragido, decide STF"},"content":{"rendered":"\n<p>O poder p\u00fablico n\u00e3o \u00e9 respons\u00e1vel por danos a v\u00edtimas provocados por uma pessoa foragida do sistema prisional, quando n\u00e3o ficar demonstrado o \u201cnexo causal\u201d entre o momento da fuga e o crime praticado pelo detento. O entendimento foi firmado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) nesta sexta-feira (4), ao julgar um caso do Estado do Mato Grosso no plen\u00e1rio virtual da Corte. O resultado vai impactar todos os processos no Pa\u00eds que tratam sobre o assunto, destravando ao menos 78 a\u00e7\u00f5es que aguardavam a posi\u00e7\u00e3o do STF.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img loading=\"lazy\" width=\"680\" height=\"411\" src=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/2A96D360B96CA86B278B402324F4C7A03ACA_marco-1.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-8077\" srcset=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/2A96D360B96CA86B278B402324F4C7A03ACA_marco-1.jpg 680w, https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/2A96D360B96CA86B278B402324F4C7A03ACA_marco-1-300x181.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 680px) 100vw, 680px\" \/><figcaption>Divulga\u00e7\u00e3o STF<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>O caso, que ficou sob a relatoria do ministro Marco Aur\u00e9lio Mello, chegou \u00e0 Suprema Corte ap\u00f3s o Tribunal de Justi\u00e7a do Mato Grosso decidir que o Estado seria o respons\u00e1vel por indenizar a fam\u00edlia de uma pessoa que foi assassinada por um foragido do sistema prisional. O processo \u00e9 antigo. O detento fugiu do pres\u00eddio em novembro de 1999, e depois de tr\u00eas meses, praticou o crime. A v\u00edtima foi um chefe de fam\u00edlia, de 45 anos, morto ap\u00f3s roubo \u2013 latroc\u00ednio, no jarg\u00e3o jur\u00eddico. Ap\u00f3s ser condenado a indenizar a fam\u00edlia por danos materiais e morais, o Estado do Mato Grosso recorreu ao STF.<\/p>\n\n\n\n<p>Por sete votos a tr\u00eas, a tese de Marco Aur\u00e9lio n\u00e3o prevaleceu no julgamento. O relator votou para negar o recurso do Estado. Para o ministro, o poder p\u00fablico (Estado) deveria responder por danos materiais e morais quando um criminoso foragido pratica roubo seguido de morte.<\/p>\n\n\n\n<p>Ex-secret\u00e1rio de Seguran\u00e7a P\u00fablica do Estado de S\u00e3o Paulo e ex-ministro da Justi\u00e7a do governo Michel Temer, o ministro Alexandre de Moraes n\u00e3o concordou com o entendimento do colega. Para Moraes, o conjunto de fatos e provas do caso n\u00e3o permitia atribuir ao Estado a responsabilidade pelo crime do foragido. O ministro concluiu que seria necess\u00e1rio demonstrar que o dano provocado por terceiro teve \u201cestreita rela\u00e7\u00e3o\u201d com a omiss\u00e3o estatal.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao divergir de Marco Aur\u00e9lio, Moraes ent\u00e3o prop\u00f4s a tese vencedora no julgamento. O entendimento firmado pela maioria do STF foi o de que \u201cn\u00e3o se caracteriza a responsabilidade civil objetiva do Estado por danos decorrentes de crime praticado por pessoa foragida do sistema prisional, quando n\u00e3o demonstrado o nexo causal direto entre o momento da fuga e a conduta praticada\u201d.<\/p><div class=\"onzdr69f4b5dd9e0ff\" ><!--<a href=\"https:\/\/bit.ly\/3QdrqTZ\" target=\"_blank\">\n<img src=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/mobile-geral.gif\"\/><a\/>--><\/div><style type=\"text\/css\">\r\n.onzdr69f4b5dd9e0ff {\r\ntext-align: center;\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 1201px) {\r\n.onzdr69f4b5dd9e0ff {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 993px) and (max-width: 1200px) {\r\n.onzdr69f4b5dd9e0ff {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 769px) and (max-width: 992px) {\r\n.onzdr69f4b5dd9e0ff {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 768px) and (max-width: 768px) {\r\n.onzdr69f4b5dd9e0ff {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (max-width: 767px) {\r\n.onzdr69f4b5dd9e0ff {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n<\/style>\r\n<div class=\"xsrwo69f4b5dd9e0e8\" ><!--<a href=\"https:\/\/bit.ly\/3QdrqTZ\" target=\"_blank\">\n<img src=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/desktop-geral.gif\"\/><a\/>--><\/div><style type=\"text\/css\">\r\n.xsrwo69f4b5dd9e0e8 {\r\ntext-align: center;\nmargin-bottom: 1em;\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 1201px) {\r\n.xsrwo69f4b5dd9e0e8 {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 993px) and (max-width: 1200px) {\r\n.xsrwo69f4b5dd9e0e8 {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 769px) and (max-width: 992px) {\r\n.xsrwo69f4b5dd9e0e8 {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 768px) and (max-width: 768px) {\r\n.xsrwo69f4b5dd9e0e8 {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (max-width: 767px) {\r\n.xsrwo69f4b5dd9e0e8 {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n<\/style>\r\n\n\n\n\n<p>Moraes foi acompanhado pelos ministros Dias Toffoli, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Luiz Fux e Lu\u00eds Roberto Barroso. O ministro Edson Fachin tamb\u00e9m n\u00e3o concordou com o voto de Marco Aur\u00e9lio, mas apresentou outra posi\u00e7\u00e3o, similar \u00e0 de Moraes. J\u00e1 as ministras C\u00e1rmen L\u00facia e Rosa Weber seguiram a tese do relator.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Caso.<\/strong>&nbsp;Em seu voto, Marco Aur\u00e9lio relatou que a v\u00edtima do crime estava em casa, com a fam\u00edlia, quando criminosos encapuzados e armados invadiram o local, anunciando o assalto. \u201cDispararam tiros contra a v\u00edtima e subtra\u00edram valor em esp\u00e9cie e tal\u00e3o de cheque. A v\u00edtima, mortalmente ferida, foi conduzida por terceiros ao hospital, n\u00e3o resistindo aos ferimentos\u201d, escreveu o ministro.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao analisar o caso, Marco Aur\u00e9lio afirmou que lhe estarreceu a defici\u00eancia do Estado em manter o criminoso na cadeia. Ele foi preso inicialmente em 1997, fugiu e foi recapturado. Em 1998, foi colocado em regime semiaberto, com a obriga\u00e7\u00e3o de passar as noites na delegacia. Mas cometeu novo crime e teve de voltar \u00e0 pris\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA neglig\u00eancia do Estado quanto \u00e0 manuten\u00e7\u00e3o da cust\u00f3dia \u2013 e somente assim se entende fuga de local em que observado o regime fechado \u2013 viabilizou o cometimento de novo crime, mais grave do que os anteriores, fato a ressaltar a periculosidade\u201d, afirma o ministro. Para ele, era dever do Estado manter a cust\u00f3dia, com os cuidados \u201cpr\u00f3prios\u201d j\u00e1 que se tratava de um preso com extensa ficha criminal.<\/p>\n\n\n\n<p>Blog do Fausto, Estad\u00e3o<br><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O poder p\u00fablico n\u00e3o \u00e9 respons\u00e1vel por danos a v\u00edtimas provocados por uma pessoa foragida do sistema prisional, quando n\u00e3o ficar demonstrado o \u201cnexo causal\u201d entre o momento da fuga e o crime praticado pelo detento. 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