{"id":12389,"date":"2020-08-21T14:10:42","date_gmt":"2020-08-21T17:10:42","guid":{"rendered":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/?p=12389"},"modified":"2020-08-21T14:10:42","modified_gmt":"2020-08-21T17:10:42","slug":"juiza-do-trt-rn-defende-maior-representatividade-feminina-no-poder-judiciario","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/2020\/08\/21\/juiza-do-trt-rn-defende-maior-representatividade-feminina-no-poder-judiciario\/","title":{"rendered":"Ju\u00edza do TRT-RN defende maior representatividade feminina no Poder Judici\u00e1rio"},"content":{"rendered":"\n<p>A representatividade das mulheres no Poder Judici\u00e1rio precisa crescer. A reflex\u00e3o \u00e9 da ju\u00edza do trabalho Daniela Lustoza Marques de Souza Chaves, titular da 11\u00aa Vara do Trabalho de Natal, ao analisar o Diagn\u00f3stico da Participa\u00e7\u00e3o Feminina no Poder Judici\u00e1rio (2009\/2019), elaborado pelo Conselho Nacional de Justi\u00e7a (CNJ).<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img loading=\"lazy\" width=\"350\" height=\"230\" src=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/Ju\u00edzas-na-Justi\u00e7a-IMPRENSA.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-6829\" srcset=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/Ju\u00edzas-na-Justi\u00e7a-IMPRENSA.jpg 350w, https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/Ju\u00edzas-na-Justi\u00e7a-IMPRENSA-300x197.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 350px) 100vw, 350px\" \/><figcaption>Reprodu\u00e7\u00e3o<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Segundo a magistrada, o aumento dessa representatividade num\u00e9rica e substancial permitiria que fosse expressado o que h\u00e1 na sociedade, j\u00e1 que as mulheres representam metade da popula\u00e7\u00e3o mundial.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com o estudo do CNJ, nos \u00faltimos dez anos, a participa\u00e7\u00e3o das mulheres na composi\u00e7\u00e3o do judici\u00e1rio brasileiro cresceu 1,2%, alcan\u00e7ando a marca dos 38,8%, \u201co que ainda \u00e9 pouco representativo se considerarmos que 51,8% das pessoas no Brasil s\u00e3o mulheres\u201d, observa a ju\u00edza.<\/p>\n\n\n\n<p>Para Daniela Lustoza, \u00e9 preciso que se empreenda um estudo mais aprofundado sobre os motivos dessa representatividade feminina no judici\u00e1rio, especialmente em alguns segmentos da Justi\u00e7a, ainda n\u00e3o se mostrar significativa.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cH\u00e1 um certo preconceito, um estere\u00f3tipo em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 mulher ocupar um profiss\u00e3o de exerc\u00edcio de poder, de gest\u00e3o, como \u00e9 a atua\u00e7\u00e3o no Judici\u00e1rio, que sempre foi associada aos homens\u201d, entende a magistrada.<\/p>\n\n\n\n<p>Historicamente, observa Daniela Lustoza, \u201crelacionou-se a inser\u00e7\u00e3o das mulheres no mercado de trabalho \u00e0s profiss\u00f5es que sugerem o cuidado, como as pr\u00e1ticas da enfermagem, os servi\u00e7os dom\u00e9sticos em geral, as professoras\u201d.<\/p><div class=\"wtezm69dcd45e21789\" ><!--<a href=\"https:\/\/bit.ly\/3QdrqTZ\" target=\"_blank\">\n<img src=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/mobile-geral.gif\"\/><a\/>--><\/div><style type=\"text\/css\">\r\n.wtezm69dcd45e21789 {\r\ntext-align: center;\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 1201px) {\r\n.wtezm69dcd45e21789 {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 993px) and (max-width: 1200px) {\r\n.wtezm69dcd45e21789 {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 769px) and (max-width: 992px) {\r\n.wtezm69dcd45e21789 {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 768px) and (max-width: 768px) {\r\n.wtezm69dcd45e21789 {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (max-width: 767px) {\r\n.wtezm69dcd45e21789 {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n<\/style>\r\n<div class=\"axxln69dcd45e2176c\" ><!--<a href=\"https:\/\/bit.ly\/3QdrqTZ\" target=\"_blank\">\n<img src=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/desktop-geral.gif\"\/><a\/>--><\/div><style type=\"text\/css\">\r\n.axxln69dcd45e2176c {\r\ntext-align: center;\nmargin-bottom: 1em;\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 1201px) {\r\n.axxln69dcd45e2176c {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 993px) and (max-width: 1200px) {\r\n.axxln69dcd45e2176c {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 769px) and (max-width: 992px) {\r\n.axxln69dcd45e2176c {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 768px) and (max-width: 768px) {\r\n.axxln69dcd45e2176c {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (max-width: 767px) {\r\n.axxln69dcd45e2176c {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n<\/style>\r\n\n\n\n\n<p>Aos poucos, como conta a ju\u00edza, a mulher foi inserindo-se no mercado de trabalho. No caso da medicina, \u201cas primeiras m\u00e9dicas surgiram quando os homens n\u00e3o queriam que as suas pr\u00f3prias esposas fossem consultadas por outros homens\u201d, destaca ela.<\/p>\n\n\n\n<p>Nas carreiras jur\u00eddicas, a presen\u00e7a feminina entre advogadas e profissionais do Direito n\u00e3o para de crescer. Os pr\u00f3prios cursos de Direito s\u00e3o um retrato disso, comenta a magistrada, nos quais as mulheres est\u00e3o muito mais presentes do que antigamente.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cNo come\u00e7o, a justi\u00e7a era restrita aos homens. O pr\u00f3prio Supremo Tribunal Federal (STF) n\u00e3o tinha mulheres em sua bancada. Agora s\u00e3o duas, mas ainda \u00e9 muito pouco em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 presen\u00e7a feminina nas carreiras jur\u00eddicas\u201d, calcula Daniela Lustoza.<\/p>\n\n\n\n<p>Para a ju\u00edza do trabalho, entretanto, \u00e9 preciso que haja \u201cmais do que a representatividade num\u00e9rica nos tribunais, mas uma representatividade substancial, com magistradas que pensem o mundo sob um prisma diferente do que culturalmente costumamos pensar\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Na Justi\u00e7a do Trabalho do Rio Grande do Norte, 23 magistradas atuam no primeiro grau na capital e no interior do Estado, o mesmo n\u00famero de magistrados, que \u00e9 de 23. No segundo grau, s\u00e3o tr\u00eas desembargadoras. Uma delas \u00e9 a vice-presidente do Tribunal, Maria do Perp\u00e9tuo Socorro Wanderley de Castro, que foi a primeira mulher a ocupar a presid\u00eancia do TRT-RN, nos anos de 1998 e 1999.<\/p>\n\n\n\n<p>Daniela Lustoza Marques de Souza Chaves falou sobre a representatividade feminina no Poder Judici\u00e1rio durante semin\u00e1rio online promovido esta semana pela Escola Judicial (EJud) do tribunal trabalhista potiguar. O evento integrou a programa\u00e7\u00e3o do II Ateli\u00ea Virtual Sa\u00fade, Educa\u00e7\u00e3o e Trabalho, projeto desenvolvido pela institui\u00e7\u00e3o durante a pandemia.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A representatividade das mulheres no Poder Judici\u00e1rio precisa crescer. 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