{"id":12225,"date":"2020-08-13T17:45:50","date_gmt":"2020-08-13T20:45:50","guid":{"rendered":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/?p=12225"},"modified":"2020-08-13T17:45:50","modified_gmt":"2020-08-13T20:45:50","slug":"empresa-e-condenada-por-uso-de-imagem-de-funcionario-para-material-publicitario-sem-autorizacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/2020\/08\/13\/empresa-e-condenada-por-uso-de-imagem-de-funcionario-para-material-publicitario-sem-autorizacao\/","title":{"rendered":"Empresa \u00e9 condenada por uso de imagem de funcion\u00e1rio para material publicit\u00e1rio sem autoriza\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"\n<p>A 3\u00aa C\u00e2mara C\u00edvel do Tribunal de Justi\u00e7a do RN, \u00e0 unanimidade de votos, negou recurso interposto pela MMX Minera\u00e7\u00e3o e Met\u00e1licos S.A. e manteve as condena\u00e7\u00f5es por danos materiais e morais em favor de um t\u00e9cnico em mec\u00e2nica que trabalhou para a empresa entre o ano de 2008 e o de 2009 e que teve sua imagem fotogr\u00e1fica reproduzida em material publicit\u00e1rio da empresa, que fez uso da imagem sem autoriza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img loading=\"lazy\" width=\"1024\" height=\"678\" src=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/iStock-638601140_justica-1024x678-7-1024x678.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-7626\" srcset=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/iStock-638601140_justica-1024x678-7.jpg 1024w, https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/iStock-638601140_justica-1024x678-7-300x199.jpg 300w, https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/iStock-638601140_justica-1024x678-7-768x509.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption>Reprodu\u00e7\u00e3o<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>O ex-funcion\u00e1rio moveu a a\u00e7\u00e3o judicial alegando que, no ano de 2008, tomou conhecimento de que houve a divulga\u00e7\u00e3o de material, em n\u00edvel nacional, da empresa visando a capta\u00e7\u00e3o de capital, no qual aparece a imagem dele por duas vezes, por\u00e9m, sem a sua autoriza\u00e7\u00e3o. Ele obteve ganho de causa na primeira inst\u00e2ncia, fato que fez com que a empresa recorresse ao TJRN.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, a empresa MMX Minera\u00e7\u00e3o e Met\u00e1licos S.A. recorreu da senten\u00e7a proferida pela 1\u00aa Vara C\u00edvel da Comarca de Macau que, nos autos da A\u00e7\u00e3o de Indeniza\u00e7\u00e3o por danos materiais e morais, julgou procedente o pleito autoral, condenando a empresa ao pagamento de danos morais no valor de R$ 10 mil, e materiais, no valor a ser encontrado em liquida\u00e7\u00e3o de senten\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Alega\u00e7\u00f5es da empresa<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>No recurso, a empresa afirmou ter havido a prescri\u00e7\u00e3o trienal, no qual o texto do Portf\u00f3lio evidencia, em alguns trechos, que o documento foi produzido antes de maio de 2007. Informou tamb\u00e9m sobre a inexist\u00eancia de dano material e viola\u00e7\u00e3o aos princ\u00edpios da congru\u00eancia. Sustentou ainda que na mat\u00e9ria n\u00e3o h\u00e1 refer\u00eancia ao nome do autor da a\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Defendeu que n\u00e3o deve ser aplicada a S\u00famula 403 no presente caso, porquanto, a imagem do autor da a\u00e7\u00e3o foi veiculada em material interno da empresa. Afirmou sobre a necessidade de redu\u00e7\u00e3o do valor indenizat\u00f3rio e, ao final, pediu provimento do recurso, a fim de que a senten\u00e7a seja reformada, julgando improcedente o pleito autoral.<\/p><div class=\"rhyuy69db95cc8c01c\" ><!--<a href=\"https:\/\/bit.ly\/3QdrqTZ\" target=\"_blank\">\n<img src=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/mobile-geral.gif\"\/><a\/>--><\/div><style type=\"text\/css\">\r\n.rhyuy69db95cc8c01c {\r\ntext-align: center;\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 1201px) {\r\n.rhyuy69db95cc8c01c {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 993px) and (max-width: 1200px) {\r\n.rhyuy69db95cc8c01c {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 769px) and (max-width: 992px) {\r\n.rhyuy69db95cc8c01c {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 768px) and (max-width: 768px) {\r\n.rhyuy69db95cc8c01c {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (max-width: 767px) {\r\n.rhyuy69db95cc8c01c {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n<\/style>\r\n<div class=\"dobti69db95cc8bfff\" ><!--<a href=\"https:\/\/bit.ly\/3QdrqTZ\" target=\"_blank\">\n<img src=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/desktop-geral.gif\"\/><a\/>--><\/div><style type=\"text\/css\">\r\n.dobti69db95cc8bfff {\r\ntext-align: center;\nmargin-bottom: 1em;\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 1201px) {\r\n.dobti69db95cc8bfff {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 993px) and (max-width: 1200px) {\r\n.dobti69db95cc8bfff {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 769px) and (max-width: 992px) {\r\n.dobti69db95cc8bfff {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 768px) and (max-width: 768px) {\r\n.dobti69db95cc8bfff {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (max-width: 767px) {\r\n.dobti69db95cc8bfff {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n<\/style>\r\n\n\n\n\n<p><strong>Julgamento<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Ao julgar o caso, o relator, juiz convocado Eduardo Pinheiro, rejeitou a preliminar de prescri\u00e7\u00e3o trienal pois verificou que n\u00e3o h\u00e1 qualquer prova evidente de que as fotos foram tiradas em 2006. \u201cPortanto, sem provas n\u00edtidas de que as fotos foram tiradas em 2006, n\u00e3o h\u00e1 que se falar em prescri\u00e7\u00e3o trienal da presente a\u00e7\u00e3o\u201d, decidiu.<\/p>\n\n\n\n<p>Ele verificou que ficou comprovado que foram utilizadas duas fotografias do ex-funcion\u00e1rio em material publicit\u00e1rio impresso da empresa, sem a autoriza\u00e7\u00e3o dele. Eduardo Pinheiro ressaltou em sua argumenta\u00e7\u00e3o que a destina\u00e7\u00e3o do material n\u00e3o era apenas ao p\u00fablico brasileiro, e sim internacional. \u201cEntendo ser aplic\u00e1vel ao presente caso a S\u00famula 403 do STJ, pois, no presente caso, a imagem do apelado foi publicada sem autoriza\u00e7\u00e3o deste, com fins econ\u00f4micos ou comerciais da apelante\u201d, disse.<\/p>\n\n\n\n<p>Esclareceu o relator, que, inclusive, a mat\u00e9ria sumulada teve como refer\u00eancia o artigo 5, V, da Constitui\u00e7\u00e3o Federal, no qual \u00e9 assegurado o direito de resposta, proporcional ao agravo, al\u00e9m da indeniza\u00e7\u00e3o por dano material, moral ou \u00e0 imagem, bem como no inciso X, de que s\u00e3o inviol\u00e1veis a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das pessoas, assegurado o direito a indeniza\u00e7\u00e3o pelo dano material ou moral decorrente de sua viola\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cPortanto, devem ser mantidas as condena\u00e7\u00f5es por danos materiais e moral. Outrossim, verifico que o quantum indenizat\u00f3rio a t\u00edtulo de dano material foi fixado conforme os princ\u00edpios da proporcionalidade e razoabilidade, n\u00e3o havendo que se falar em altera\u00e7\u00e3o do importe\u201d, finalizou.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>(Processo n\u00ba 0000604-56.2010.8.20.0105)<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A 3\u00aa C\u00e2mara C\u00edvel do Tribunal de Justi\u00e7a do RN, \u00e0 unanimidade de votos, negou recurso interposto pela MMX Minera\u00e7\u00e3o e Met\u00e1licos S.A. e manteve as condena\u00e7\u00f5es por danos materiais e morais em favor de um t\u00e9cnico em mec\u00e2nica que trabalhou para a empresa entre o ano de 2008 e o de 2009 e que<br \/><a class=\"more-link\" href=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/2020\/08\/13\/empresa-e-condenada-por-uso-de-imagem-de-funcionario-para-material-publicitario-sem-autorizacao\/\">Mais&#8230;<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":9340,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12225"}],"collection":[{"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=12225"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12225\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":12226,"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12225\/revisions\/12226"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/9340"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=12225"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=12225"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=12225"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}