{"id":11815,"date":"2020-07-28T18:20:10","date_gmt":"2020-07-28T21:20:10","guid":{"rendered":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/?p=11815"},"modified":"2020-07-28T20:28:40","modified_gmt":"2020-07-28T23:28:40","slug":"procedimentos-reparadores-e-esteticos-parte-03-a-posicao-do-stj","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/2020\/07\/28\/procedimentos-reparadores-e-esteticos-parte-03-a-posicao-do-stj\/","title":{"rendered":"Procedimentos reparadores e est\u00e9ticos (parte 03): a posi\u00e7\u00e3o do STJ"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image\"><img loading=\"lazy\" width=\"1024\" height=\"683\" src=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/cirurgia-002-1-1024x683.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-3306\" srcset=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/cirurgia-002-1-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/cirurgia-002-1-300x200.jpg 300w, https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/cirurgia-002-1-768x512.jpg 768w, https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/cirurgia-002-1.jpg 1125w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption>Ilustrativa<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Por Rodrigo Leite |&nbsp;Telegram<\/strong>:<a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/t.me\/pilulasjuridicasSTFSTJ\" target=\"_blank\">https:\/\/t.me\/pilulasjuridicasSTFSTJ<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Parte 01:&nbsp;<a href=\"https:\/\/bit.ly\/3f9TOQH\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">https:\/\/bit.ly\/3f9TOQH<\/a><br><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Parte 02:&nbsp;<a href=\"https:\/\/bit.ly\/3g3megp\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">https:\/\/bit.ly\/3g3megp<\/a><br><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O Superior Tribunal de Justi\u00e7a, tal como a doutrina, realiza distin\u00e7\u00f5es entre procedimentos reparadores e procedimentos est\u00e9ticos e entre a responsabilidade m\u00e9dica nesses tipos de interven\u00e7\u00f5es.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A cirurgia p\u00f3s-bari\u00e1trica com a finalidade de retirada de excesso de pele possui conte\u00fado reparador e n\u00e3o est\u00e9tico, por exemplo.&nbsp;&nbsp;Para o Tribunal, a corre\u00e7\u00e3o de lipodistrofia branquial, crural, ou trocanteriana de membros superiores e inferiores &#8211;&nbsp;<strong>retirada do excesso de pele n\u00e3o possui natureza est\u00e9tica<\/strong>, mas, sim, reparadora. Entende-se que as cirurgias complementares \u00e0 cirurgia bari\u00e1trica n\u00e3o ostentam car\u00e1ter meramente est\u00e9tico, mas reparat\u00f3rio e necess\u00e1rio \u2013 vide&nbsp;<strong>AgInt no AREsp 1569800\/GO<\/strong>, Quarta Turma, DJe 04\/05\/2020. Tal entendimento decorre do fato de que a obesidade m\u00f3rbida \u00e9 doen\u00e7a cr\u00f4nica e, por isso, de cobertura obrigat\u00f3ria pelos planos de sa\u00fade \u2013 ver art. 10, caput, da Lei n\u00ba 9.656\/1998.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, \u00e9 ileg\u00edtima a recusa de cobertura das cirurgias destinadas \u00e0 remo\u00e7\u00e3o de tecido epitelial, quando estas se revelarem necess\u00e1rias ao pleno restabelecimento do paciente, acometido de obesidade m\u00f3rbida. Para o Superior, as cirurgias de&nbsp;<strong>mamoplastia e dermolipectomia<\/strong>&nbsp;<strong>abdominal, braquial e crural<\/strong>&nbsp;(retirada do excesso de pele sob o abd\u00f4men, bra\u00e7os e pernas) ap\u00f3s a cirurgia bari\u00e1trica s\u00e3o reparadoras \u2013&nbsp;<strong>REsp 1832004\/RJ<\/strong>, DJe 05\/12\/2019.<\/p>\n\n\n\n<p>Considera-se que est\u00e3o exclu\u00eddos da cobertura dos planos de sa\u00fade, por\u00e9m, os tratamentos com&nbsp;<strong>finalidade puramente est\u00e9tica<\/strong>&nbsp;(ver art. 10, II, da Lei n. 9.656\/1998), quer dizer, de preocupa\u00e7\u00e3o exclusiva do paciente com o seu embelezamento f\u00edsico, a exemplo daqueles que n\u00e3o visam \u00e0 restaura\u00e7\u00e3o parcial ou total da fun\u00e7\u00e3o de \u00f3rg\u00e3o ou parte do corpo humano lesionada, seja por enfermidade, traumatismo ou anomalia cong\u00eanita (art. 20, \u00a7 1\u00ba, II, da RN\/ANS n\u00ba 428\/2017) \u2013&nbsp;<strong>AgInt no AREsp 1434014\/SP<\/strong>, DJe 30\/08\/2019. As operadoras de plano de sa\u00fade&nbsp;podem, portanto, limitar o custeio de cirurgias meramente est\u00e9ticas \u2013&nbsp;<strong>AgInt no AREsp 1034704\/SP<\/strong>, DJe 19\/10\/2017.&nbsp;<\/p><div class=\"azdsc69db79e46b356\" ><!--<a href=\"https:\/\/bit.ly\/3QdrqTZ\" target=\"_blank\">\n<img src=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/mobile-geral.gif\"\/><a\/>--><\/div><style type=\"text\/css\">\r\n.azdsc69db79e46b356 {\r\ntext-align: center;\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 1201px) {\r\n.azdsc69db79e46b356 {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 993px) and (max-width: 1200px) {\r\n.azdsc69db79e46b356 {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 769px) and (max-width: 992px) {\r\n.azdsc69db79e46b356 {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 768px) and (max-width: 768px) {\r\n.azdsc69db79e46b356 {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (max-width: 767px) {\r\n.azdsc69db79e46b356 {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n<\/style>\r\n<div class=\"bityg69db79e46b33f\" ><!--<a href=\"https:\/\/bit.ly\/3QdrqTZ\" target=\"_blank\">\n<img src=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/desktop-geral.gif\"\/><a\/>--><\/div><style type=\"text\/css\">\r\n.bityg69db79e46b33f {\r\ntext-align: center;\nmargin-bottom: 1em;\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 1201px) {\r\n.bityg69db79e46b33f {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 993px) and (max-width: 1200px) {\r\n.bityg69db79e46b33f {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 769px) and (max-width: 992px) {\r\n.bityg69db79e46b33f {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 768px) and (max-width: 768px) {\r\n.bityg69db79e46b33f {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (max-width: 767px) {\r\n.bityg69db79e46b33f {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n<\/style>\r\n\n\n\n\n<p>A mat\u00e9ria tamb\u00e9m repercute no tipo de obriga\u00e7\u00e3o do m\u00e9dico. Tradicionalmente, diz-se que se o m\u00e9dico realizar cirurgia reparadora&nbsp;<strong>sua obriga\u00e7\u00e3o \u00e9 de meio<\/strong>; caso ele proceda com cirurgia de natureza est\u00e9tica sua obriga\u00e7\u00e3o \u00e9 de resultado (aquela cujo fim \u00e9 o cerne&nbsp;da pr\u00f3pria obriga\u00e7\u00e3o, sem o qual haver\u00e1 a inexecu\u00e7\u00e3o; na cirurgia est\u00e9tica o m\u00e9dico se comprometendo a obter a finalidade embelezadora almejada pelo paciente).&nbsp;Nessa linha, o STJ entende que a rela\u00e7\u00e3o entre m\u00e9dico e paciente \u00e9 contratual e encerra, de modo geral, obriga\u00e7\u00e3o de meio, salvo em casos de cirurgias pl\u00e1sticas de natureza exclusivamente est\u00e9tica em que se assumir\u00e1 obriga\u00e7\u00e3o de resultado \u2013&nbsp;<strong>REsp 1046632\/RJ<\/strong>, DJe 13\/11\/2013.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Nas cirurgias de natureza mista &#8211; est\u00e9tica e reparadora -, a responsabilidade do m\u00e9dico n\u00e3o pode ser generalizada, devendo ser analisada de forma fracionada, sendo de resultado em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 sua parcela est\u00e9tica e de meio em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 sua parcela reparadora (<strong>REsp 1097955\/MG<\/strong>, DJe 03\/10\/2011). Nas obriga\u00e7\u00f5es de resultado, cumpre ao m\u00e9dico demonstrar que os eventos danosos decorreram de fatores externos e alheios \u00e0 sua atua\u00e7\u00e3o durante a cirurgia (<strong>AgRg no AREsp 764.697\/ES<\/strong>, DJe 11\/12\/2015).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Cristiano Chaves de Farias, Nelson Rosenvald e Felipe Braga Netto<\/strong>\u00a0(<em>Novo Tratado de Responsabilidade Civil<\/em>. S\u00e3o Paulo: Saraiva, 2019, p. 1352) sugerem a supera\u00e7\u00e3o dessa dicotomia.\u00a0\u00a0De fato, consigna\u00a0<strong>Genival Veloso de Fran\u00e7a<\/strong>\u00a0(Direito M\u00e9dico. Rio de Janeiro: Forense, 2019, p 285) hoje, mesmo em especialidades consideradas como obriga\u00e7\u00e3o de resultado, como na cirurgia puramente est\u00e9tica, j\u00e1 se olha com reservas esse conceito t\u00e3o radical de \u00eaxito absoluto, pois o correto \u00e9 decidir pelas circunst\u00e2ncias de cada caso.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, cirurgias est\u00e9ticas chamadas de cosm\u00e9ticas (<em>cosmetic surgery<\/em>), que n\u00e3o visa a nenhuma a\u00e7\u00e3o curativa, revelando-se quase sempre de pr\u00e1tica duvidosa e cercada de certa ambiguidade, impregnada de modismo e de efeito super\ufb01cial, a exemplo dos&nbsp;<strong>olhos siameses e dos l\u00e1bios carnudos<\/strong>, s\u00e3o classificadas como est\u00e9ticas. A cirurgia reparadora de uma&nbsp;<strong>disgenesia de orelha ou a cirurgia reconstrutora de orelha p\u00f3s-traumatismo n\u00e3o pode ser considerada cirurgia de embelezamento<\/strong>, pois esta recria\u00e7\u00e3o ou esta reconstru\u00e7\u00e3o da orelha n\u00e3o tem o sentido prim\u00e1rio de embelezar, mas o de aproximar o operado o mais poss\u00edvel da normalidade ou do que era ele antes \u2013 Cf. FRAN\u00c7A, Genival Veloso (2019, p. 336).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Seguindo a orienta\u00e7\u00e3o cl\u00e1ssica sobre o tema, registram&nbsp;<strong>Pablo Stolze e Rodolfo Pamplona<\/strong>&nbsp;(<em>Novo Curso de Direito Civil<\/em>. S\u00e3o Paulo: Saraiva, 2019, p. 295): \u201cinteressante quest\u00e3o diz respeito \u00e0 obriga\u00e7\u00e3o do cirurgi\u00e3o pl\u00e1stico. Em se tratando de cirurgia pl\u00e1stica est\u00e9tica, haver\u00e1, segundo a melhor doutrina, obriga\u00e7\u00e3o de resultado. Entretanto, se se tratar de cirurgia pl\u00e1stica reparadora (decorrente de queimaduras, por exemplo), a obriga\u00e7\u00e3o do m\u00e9dico ser\u00e1 reputada de meio, e a sua responsabilidade exclu\u00edda, se n\u00e3o conseguir recompor integralmente o corpo do paciente, a despeito de haver utilizado as melhores t\u00e9cnicas dispon\u00edveis.\u201d&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Existe celeuma na doutrina em saber se as obriga\u00e7\u00f5es de resultado conduzem, necessariamente, \u00e0 responsabilidade objetiva. Entendo que n\u00e3o. O fato da obriga\u00e7\u00e3o ser de meio ou de resultado repercute no atingimento ou n\u00e3o do fim almejado, mas n\u00e3o tem necess\u00e1ria correla\u00e7\u00e3o com a responsabilidade ser subjetiva ou objetiva. Se regida pelo C\u00f3digo de Defesa do Consumidor, entendo que a responsabilidade do profissional liberal ser\u00e1 subjetiva (CDC, art. 14, \u00a7 4\u00ba), independentemente se a obriga\u00e7\u00e3o assumiu uma obriga\u00e7\u00e3o de meio ou de resultado. Todavia, no mais das vezes, diante da hipossufici\u00eancia t\u00e9cnica, deve-se inverter o \u00f4nus da prova em favor do consumidor (art. 6\u00ba, VIII, CDC).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Compreendo, tal como sustentado no&nbsp;<strong>REsp&nbsp;985.888\/SP<\/strong>, DJe 13\/03\/2012, que \u201cconquanto a obriga\u00e7\u00e3o seja de resultado, a responsabilidade do m\u00e9dico permanece subjetiva, com invers\u00e3o do \u00f4nus da prova, cabendo-lhe comprovar que os danos suportados pelo paciente advieram de fatores externos e alheios a sua atua\u00e7\u00e3o profissional.\u201d<br><br><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Rodrigo Leite |&nbsp;Telegram:https:\/\/t.me\/pilulasjuridicasSTFSTJ Parte 01:&nbsp;https:\/\/bit.ly\/3f9TOQH Parte 02:&nbsp;https:\/\/bit.ly\/3g3megp O Superior Tribunal de Justi\u00e7a, tal como a doutrina, realiza distin\u00e7\u00f5es entre procedimentos reparadores e procedimentos est\u00e9ticos e entre a responsabilidade m\u00e9dica nesses tipos de interven\u00e7\u00f5es.&nbsp;&nbsp; A cirurgia p\u00f3s-bari\u00e1trica com a finalidade de retirada de excesso de pele possui conte\u00fado reparador e n\u00e3o est\u00e9tico, por exemplo.&nbsp;&nbsp;Para o<br \/><a class=\"more-link\" href=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/2020\/07\/28\/procedimentos-reparadores-e-esteticos-parte-03-a-posicao-do-stj\/\">Mais&#8230;<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":3305,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11815"}],"collection":[{"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=11815"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11815\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":11820,"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11815\/revisions\/11820"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/3305"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=11815"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=11815"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=11815"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}