{"id":11505,"date":"2020-07-16T16:46:10","date_gmt":"2020-07-16T19:46:10","guid":{"rendered":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/?p=11505"},"modified":"2020-07-16T16:49:09","modified_gmt":"2020-07-16T19:49:09","slug":"nao-estao-satisfeitos-mpf-recorre-de-decisao-judicial-que-confirmou-flexibilizacao-do-comercio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/2020\/07\/16\/nao-estao-satisfeitos-mpf-recorre-de-decisao-judicial-que-confirmou-flexibilizacao-do-comercio\/","title":{"rendered":"N\u00c3O EST\u00c3O SATISFEITOS: MPF-RN recorre de decis\u00e3o judicial que manteve reabertura gradual do com\u00e9rcio em Natal"},"content":{"rendered":"\n<p>O Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal (MPF) apresentou um recurso contra decis\u00e3o da 4\u00aa Vara Federal do Rio Grande do Norte, que manteve a retomada das atividades econ\u00f4micas n\u00e3o essenciais em Natal. Uma liminar impetrada pelo MPF \u2013 junto com MP\/RN e MPT\/RN \u2013 foi negada e o munic\u00edpio seguiu o processo de reabertura do com\u00e9rcio, mesmo com base em um decreto inconstitucional e com os dados apontando para o risco de a retomada gerar uma \u201csegunda onda\u201d de casos da covid-19 na capital. A cidade re\u00fane 25% da popula\u00e7\u00e3o potiguar, mas j\u00e1 responde por 42% dos \u00f3bitos.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img loading=\"lazy\" width=\"652\" height=\"408\" src=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/mpf.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1154\" srcset=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/mpf.jpg 652w, https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/mpf-300x188.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 652px) 100vw, 652px\" \/><figcaption>Reprodu\u00e7\u00e3o<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>O MPF demonstra no recurso \u2013 um agravo de instrumento &#8211; que a decis\u00e3o da Prefeitura em seguir com o plano de retomada das atividades foi inconstitucional, pois desrespeita os limites de sua compet\u00eancia, tendo em vista que normas municipais n\u00e3o poderiam contrariar ou mesmo ampliar as estaduais ou federais, \u201cespecialmente em mat\u00e9ria de sa\u00fade p\u00fablica\u201d. Refor\u00e7a ainda que n\u00e3o deve ser aceita a ado\u00e7\u00e3o de medidas administrativas sem fundamentos t\u00e9cnico-cient\u00edficos consistentes, especialmente em meio a uma situa\u00e7\u00e3o de crise como a atual pandemia.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cSeja sob a perspectiva do direito nacional, seja sob o ponto de vista do mais autorizado direito estrangeiro, n\u00e3o h\u00e1 qualquer invas\u00e3o indevida da esfera do poder executivo municipal na presente demanda. Os Decretos municipais impugnados configuram n\u00e3o apenas atos il\u00edcitos que contrariam os mais recentes entendimentos do STF, mas tamb\u00e9m caracterizam medidas arbitr\u00e1rias que ignoram seu potencial lesivo \u00e0 sa\u00fade p\u00fablica\u201d, descreve o recurso.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 em meio \u00e0 atual pandemia, decis\u00f5es do STF confirmaram que as normas municipais devem respeitar o limite dos decretos estaduais e tamb\u00e9m que desconsiderar par\u00e2metros t\u00e9cnico-cient\u00edficos configura \u201cerro grosseiro que enseja a responsabiliza\u00e7\u00e3o do agente p\u00fablico\u201d. Esse posicionamento n\u00e3o apenas autoriza, como imp\u00f5e ao Minist\u00e9rio P\u00fablico a obriga\u00e7\u00e3o de acionar a Justi\u00e7a quando tais decis\u00f5es vierem desprovidas dessa fundamenta\u00e7\u00e3o.<\/p><div class=\"jcdhu69df7f088a0e9\" ><!--<a href=\"https:\/\/bit.ly\/3QdrqTZ\" target=\"_blank\">\n<img src=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/mobile-geral.gif\"\/><a\/>--><\/div><style type=\"text\/css\">\r\n.jcdhu69df7f088a0e9 {\r\ntext-align: center;\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 1201px) {\r\n.jcdhu69df7f088a0e9 {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 993px) and (max-width: 1200px) {\r\n.jcdhu69df7f088a0e9 {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 769px) and (max-width: 992px) {\r\n.jcdhu69df7f088a0e9 {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 768px) and (max-width: 768px) {\r\n.jcdhu69df7f088a0e9 {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (max-width: 767px) {\r\n.jcdhu69df7f088a0e9 {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n<\/style>\r\n<div class=\"hlysz69df7f088a0c9\" ><!--<a href=\"https:\/\/bit.ly\/3QdrqTZ\" target=\"_blank\">\n<img src=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/desktop-geral.gif\"\/><a\/>--><\/div><style type=\"text\/css\">\r\n.hlysz69df7f088a0c9 {\r\ntext-align: center;\nmargin-bottom: 1em;\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 1201px) {\r\n.hlysz69df7f088a0c9 {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 993px) and (max-width: 1200px) {\r\n.hlysz69df7f088a0c9 {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 769px) and (max-width: 992px) {\r\n.hlysz69df7f088a0c9 {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 768px) and (max-width: 768px) {\r\n.hlysz69df7f088a0c9 {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (max-width: 767px) {\r\n.hlysz69df7f088a0c9 {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n<\/style>\r\n\n\n\n\n<p><strong>Perigo<\/strong>&nbsp;&#8211; O Minist\u00e9rio P\u00fablico refor\u00e7a que a decis\u00e3o da Prefeitura n\u00e3o apresentou fundamenta\u00e7\u00e3o cient\u00edfica para a reabertura, al\u00e9m de contrariar o decreto estadual e recomenda\u00e7\u00f5es do Minist\u00e9rio P\u00fablico. A ocupa\u00e7\u00e3o de leitos de UTI e semi UTI destinados ao tratamento da covid-19 segue acima de 80% na Regi\u00e3o Metropolita do Natal, por vezes superando os 90%, e os \u00edndices de transmiss\u00e3o ainda n\u00e3o garantem que a pandemia esteja sob controle.<\/p>\n\n\n\n<p>O objetivo da liminar \u2013 negada em primeira inst\u00e2ncia &#8211; era que a Prefeitura do Natal retornasse \u00e0s medidas de isolamento social vigentes at\u00e9 29 de junho, adotando o Plano de Retomada somente quando forem observados os devidos crit\u00e9rios t\u00e9cnicos, incluindo uma ocupa\u00e7\u00e3o abaixo de 70% dos leitos cr\u00edticos e a queda sustentada da taxa de transmissibilidade.<\/p>\n\n\n\n<p>O MPF cobra ainda apresenta\u00e7\u00e3o de justificativas t\u00e9cnicas para o in\u00edcio da reabertura, estabelecimento de um protocolo adequado de testagens, ado\u00e7\u00e3o de normas de seguran\u00e7a epidemiol\u00f3gica para as empresas (quando houver condi\u00e7\u00f5es de retomada) e a determina\u00e7\u00e3o de hor\u00e1rios distintos no funcionamento, reduzindo a quantidade de pessoas nos transportes coletivos.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Neglig\u00eancia&nbsp;<\/strong>&#8211; A Prefeitura do Natal j\u00e1 adotou tr\u00eas etapas de reabertura, come\u00e7ando em 30 de junho e ampliando em 7 de julho e novamente no dia 14 deste m\u00eas. Para o MPF, essa atitude vem sendo promovida em total \u201cdisson\u00e2ncia com as recomenda\u00e7\u00f5es sanit\u00e1rias e com o mundo dos fatos\u201d e se baseia \u2013 de acordo com nota da Prefeitura &#8211; na aprova\u00e7\u00e3o de um comit\u00ea cient\u00edfico municipal cujos poss\u00edveis dados e detalhes sequer foram divulgados.<br><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal (MPF) apresentou um recurso contra decis\u00e3o da 4\u00aa Vara Federal do Rio Grande do Norte, que manteve a retomada das atividades econ\u00f4micas n\u00e3o essenciais em Natal. 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