{"id":11419,"date":"2020-07-14T11:57:10","date_gmt":"2020-07-14T14:57:10","guid":{"rendered":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/?p=11419"},"modified":"2020-07-14T11:57:57","modified_gmt":"2020-07-14T14:57:57","slug":"empresa-financeira-cobrava-juros-abusivos-em-emprestimo-de-idosa-aposentada","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/2020\/07\/14\/empresa-financeira-cobrava-juros-abusivos-em-emprestimo-de-idosa-aposentada\/","title":{"rendered":"Empresa financeira cobrava juros abusivos em empr\u00e9stimo de idosa aposentada"},"content":{"rendered":"\n<p>A Defensoria P\u00fablica do Estado do Rio Grande do Norte (DPE\/RN) conquistou decis\u00e3o que garante revis\u00e3o contratual em empr\u00e9stimo realizado com valores abusivos. No caso, a taxa de juros aplicada era tr\u00eas vezes superior \u00e0 m\u00e9dia mensal apurada pelo Banco Central do Brasil, o que demonstra a abusividade praticada. A empresa tamb\u00e9m foi condenada a ressarcir, na forma dobrada, os valores cobrados indevidamente a t\u00edtulo de encargos morat\u00f3rios.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img loading=\"lazy\" width=\"940\" height=\"626\" src=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/dinheiro_940x626-4625998.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-5504\" srcset=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/dinheiro_940x626-4625998.jpg 940w, https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/dinheiro_940x626-4625998-300x200.jpg 300w, https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/dinheiro_940x626-4625998-768x511.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 940px) 100vw, 940px\" \/><figcaption>Reprodu\u00e7\u00e3o<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>De acordo com a a\u00e7\u00e3o, a cliente, uma idosa, aderiu \u00e0 contrata\u00e7\u00e3o de um empr\u00e9stimo de R$ 3.692,81 da empresa financeira. No entanto, durante o ato da contrata\u00e7\u00e3o n\u00e3o lhe foi explicado que seriam pagos juros sobre juros no percentual mensal de 22,54% e anual de 1.046,64%. Na \u00e9poca, a taxa m\u00e9dia de mercado apurada pelo Banco Central do Brasil era de 7,02%, de forma que a taxa mensal aplicada no empr\u00e9stimo representava um valor tr\u00eas vezes superior quando comparado \u00e0 m\u00e9dia mensal e oito vezes superior quando comparado \u00e0 m\u00e9dia anual.<\/p>\n\n\n\n<p>Nas condi\u00e7\u00f5es consideradas abusivas, a aposentada pagaria em um ano a quantia de R$ 10.119,12, com presta\u00e7\u00f5es mensais de R$ 843,26, sendo R$ 6.156,31 s\u00f3 a t\u00edtulo de juros remunerat\u00f3rios. \u201cA financeira, utilizando-se de t\u00e9cnicas publicit\u00e1rias direcionadas \u00e0s pessoas idosas, colocou a consumidora em desvantagem exagerada, aproveitando-se da hipervulnerabilidade t\u00e9cnica e informacional da pessoa em idade avan\u00e7ada\u201d, registrou a a\u00e7\u00e3o.<\/p><div class=\"pnhea69ec1d0bf0f0a\" ><!--<a href=\"https:\/\/bit.ly\/3QdrqTZ\" target=\"_blank\">\n<img src=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/mobile-geral.gif\"\/><a\/>--><\/div><style type=\"text\/css\">\r\n.pnhea69ec1d0bf0f0a {\r\ntext-align: center;\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 1201px) {\r\n.pnhea69ec1d0bf0f0a {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 993px) and (max-width: 1200px) {\r\n.pnhea69ec1d0bf0f0a {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 769px) and (max-width: 992px) {\r\n.pnhea69ec1d0bf0f0a {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 768px) and (max-width: 768px) {\r\n.pnhea69ec1d0bf0f0a {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (max-width: 767px) {\r\n.pnhea69ec1d0bf0f0a {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n<\/style>\r\n<div class=\"agoun69ec1d0bf0ef0\" ><!--<a href=\"https:\/\/bit.ly\/3QdrqTZ\" target=\"_blank\">\n<img src=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/desktop-geral.gif\"\/><a\/>--><\/div><style type=\"text\/css\">\r\n.agoun69ec1d0bf0ef0 {\r\ntext-align: center;\nmargin-bottom: 1em;\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 1201px) {\r\n.agoun69ec1d0bf0ef0 {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 993px) and (max-width: 1200px) {\r\n.agoun69ec1d0bf0ef0 {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 769px) and (max-width: 992px) {\r\n.agoun69ec1d0bf0ef0 {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 768px) and (max-width: 768px) {\r\n.agoun69ec1d0bf0ef0 {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (max-width: 767px) {\r\n.agoun69ec1d0bf0ef0 {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n<\/style>\r\n\n\n\n\n<p>\u201cSome-se a isso que, no ato da contrata\u00e7\u00e3o, lhe foi informado que a data mensal para pagamento seria a do recebimento dos seus proventos de aposentadoria. Todavia, por se encontrar recebendo em atraso, em face de ato do Poder Executivo, m\u00eas a m\u00eas, al\u00e9m dos juros remunerat\u00f3rios, est\u00e3o sendo cobrados juros morat\u00f3rios em id\u00eantico patamar (22,54%), acrescido de multa morat\u00f3ria e demais encargos\u201d, explica a defensora p\u00fablica respons\u00e1vel pela a\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Em sua decis\u00e3o, o juiz de Direito da 13\u00aa Vara C\u00edvel de Natal acolheu o pedido de revis\u00e3o contratual, limitando a taxa de juros remunerat\u00f3rios a 7,02% ao m\u00eas. Tamb\u00e9m condenou a financeira a ressarcir, na forma dobrada, os valores cobrados indevidamente a t\u00edtulo de encargos morat\u00f3rios, montante a ser apurado em liquida\u00e7\u00e3o de senten\u00e7a.<br><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Defensoria P\u00fablica do Estado do Rio Grande do Norte (DPE\/RN) conquistou decis\u00e3o que garante revis\u00e3o contratual em empr\u00e9stimo realizado com valores abusivos. No caso, a taxa de juros aplicada era tr\u00eas vezes superior \u00e0 m\u00e9dia mensal apurada pelo Banco Central do Brasil, o que demonstra a abusividade praticada. A empresa tamb\u00e9m foi condenada a<br \/><a class=\"more-link\" href=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/2020\/07\/14\/empresa-financeira-cobrava-juros-abusivos-em-emprestimo-de-idosa-aposentada\/\">Mais&#8230;<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":5504,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11419"}],"collection":[{"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=11419"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11419\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":11420,"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11419\/revisions\/11420"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/5504"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=11419"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=11419"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=11419"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}