{"id":11154,"date":"2020-07-06T14:21:20","date_gmt":"2020-07-06T17:21:20","guid":{"rendered":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/?p=11154"},"modified":"2020-07-06T12:03:26","modified_gmt":"2020-07-06T15:03:26","slug":"juiza-pernambucana-cria-projeto-para-aumentar-numero-de-negros-na-magistratura","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/2020\/07\/06\/juiza-pernambucana-cria-projeto-para-aumentar-numero-de-negros-na-magistratura\/","title":{"rendered":"Ju\u00edza pernambucana cria projeto para aumentar n\u00famero de negros na magistratura"},"content":{"rendered":"\n<p>A\u00a0<strong>ju\u00edza federal<\/strong>\u00a0pernambucana\u00a0<strong>Carolina Malta<\/strong>\u00a0, de 38 anos, chamou aten\u00e7\u00e3o nas redes sociais ao anunciar um projeto pessoal para ajudar pessoas negras a se tornarem ju\u00edzes. H\u00e1 16 anos na magistratura, ela decidiu doar seu tempo livre, em feriados e fins de semana, para entrar em contato com os mais afetados pela desigualdade no Brasil e colaborar para mudar esse cen\u00e1rio em um futuro pr\u00f3ximo.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img loading=\"lazy\" width=\"1024\" height=\"615\" src=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/Carolina-1024x615.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-11155\" srcset=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/Carolina-1024x615.jpg 1024w, https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/Carolina-300x180.jpg 300w, https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/Carolina-768x461.jpg 768w, https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/Carolina.jpg 1086w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption>Foto: Luana Alencar<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>O projeto &#8220;Por Mais Ju\u00edzes Negros\u201d, na pr\u00e1tica, pretende entregar a oportunidade de aprendizado que um est\u00e1gio na \u00e1rea da justi\u00e7a pode oferecer, superando as barreiras de acesso. Qualquer pessoa negra interessada na magistratura pode participar, recebendo informa\u00e7\u00f5es sobre a carreira, metodologias de estudos e de elabora\u00e7\u00e3o de senten\u00e7as. O objetivo \u00e9 oferecer a seguran\u00e7a necess\u00e1ria para que consigam a aprova\u00e7\u00e3o em concursos. N\u00e3o \u00e9 necess\u00e1rio estar cursando direito, mas ela lembra que esse deve ser um dos objetivos.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;A minha indigna\u00e7\u00e3o com o racismo remonta \u00e0 inf\u00e2ncia, mas s\u00f3 passou a ser objeto de estudo espec\u00edfico a partir do momento em que assumi a vara criminal, em 2014. Atrav\u00e9s de estudos \u00e9 poss\u00edvel observar que \u00e9 \u00ednfimo o percentual de negros na magistratura e isso, logicamente, n\u00e3o decorre do fato de serem menos capazes. O ponto de partida da grande maioria dos negros \u00e9 desfavor\u00e1vel, o que lhes faz desacreditar de suas potencialidades&#8221;, afirmou a ju\u00edza.<\/p>\n\n\n\n<p>Uma das inspira\u00e7\u00f5es para o desenvolvimento do projeto foi a leitura do &#8220;Pequeno Manual Antirracista&#8221; da autora Djamila Ribeiro. Carolina conta que leu a publica\u00e7\u00e3o em menos de duas horas, e um cap\u00edtulo sobre a pr\u00e1tica antirracista a partir da transforma\u00e7\u00e3o do ambiente de trabalho foi um estalo para colocar a a\u00e7\u00e3o em pr\u00e1tica.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img src=\"\" alt=\"\"\/><figcaption>Projeto funciona de forma volunt\u00e1ria, nas horas vagas da ju\u00edza Carolina Malta Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>O panorama atual da magistratura revela em n\u00fameros a disparidade racial ainda existente no pa\u00eds. Apesar de 56,10% dos 209,2 milh\u00f5es de habitantes do pa\u00eds se declararem negros, segundo o IBGE, apenas 2% dos magistrados no pa\u00eds s\u00e3o negros. Segundo Carolina, mesmo com a import\u00e2ncia das pol\u00edticas de a\u00e7\u00f5es afirmativas que viabilizaram o acesso a cursos universit\u00e1rios, o apoio e orienta\u00e7\u00e3o disponibilizadas no projeto tamb\u00e9m podem ajudar a reduzir essa <\/p><div class=\"nibqa69f38fe7cc66c\" ><!--<a href=\"https:\/\/bit.ly\/3QdrqTZ\" target=\"_blank\">\n<img src=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/mobile-geral.gif\"\/><a\/>--><\/div><style type=\"text\/css\">\r\n.nibqa69f38fe7cc66c {\r\ntext-align: center;\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 1201px) {\r\n.nibqa69f38fe7cc66c {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 993px) and (max-width: 1200px) {\r\n.nibqa69f38fe7cc66c {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 769px) and (max-width: 992px) {\r\n.nibqa69f38fe7cc66c {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 768px) and (max-width: 768px) {\r\n.nibqa69f38fe7cc66c {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (max-width: 767px) {\r\n.nibqa69f38fe7cc66c {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n<\/style>\r\n<div class=\"fdaxt69f38fe7cc658\" ><!--<a href=\"https:\/\/bit.ly\/3QdrqTZ\" target=\"_blank\">\n<img src=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/desktop-geral.gif\"\/><a\/>--><\/div><style type=\"text\/css\">\r\n.fdaxt69f38fe7cc658 {\r\ntext-align: center;\nmargin-bottom: 1em;\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 1201px) {\r\n.fdaxt69f38fe7cc658 {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 993px) and (max-width: 1200px) {\r\n.fdaxt69f38fe7cc658 {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 769px) and (max-width: 992px) {\r\n.fdaxt69f38fe7cc658 {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 768px) and (max-width: 768px) {\r\n.fdaxt69f38fe7cc658 {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (max-width: 767px) {\r\n.fdaxt69f38fe7cc658 {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n<\/style>\r\n\n\n\n\n<p>&#8220;A despropor\u00e7\u00e3o num\u00e9rica imp\u00f5e um maior acesso pela necessidade de alterar o posicionamento do negro na sociedade. Ao ingressar nos pr\u00e9dios da Justi\u00e7a, n\u00e3o pode haver o pressuposto de que o negro est\u00e1 l\u00e1 nos servi\u00e7os gerais ou como parte processual. A presen\u00e7a deve ser naturalizada nos pap\u00e9is de operadores do direito, seja como advogado, defensor, promotor ou juiz&#8221;, ressaltou.<\/p>\n\n\n\n<p>Carolina Malta ainda lembra que \u00e9 imposs\u00edvel discutir o t\u00f3pico sem mencionar o hist\u00f3rico de escravid\u00e3o no Brasil. Ela cita a Constitui\u00e7\u00e3o Imperial de 1824, que exclu\u00eda dos chamados &#8220;criados de servir&#8221; e &#8220;libertos&#8221; do acesso \u00e0 educa\u00e7\u00e3o. Nesse cen\u00e1rio, segundo a magistrada, a ideia de igualdade perante a lei ainda \u00e9 &#8220;ut\u00f3pica&#8221; e o desequil\u00edbrio provado estatisticamente, \u00e9 porta para adotar novas a\u00e7\u00f5es para diminu\u00ed-lo.<\/p>\n\n\n\n<p>Para participar do projeto, basta entrar em contato com a ju\u00edza pelo e-mail pormaisjuizesnegros@gmail.com. Atrav\u00e9s do endere\u00e7o, a pessoa poder\u00e1 pegar modelos de senten\u00e7as, assistir audi\u00eancias, ter senten\u00e7as corrigidas e outros aux\u00edlios.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9poca<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A\u00a0ju\u00edza federal\u00a0pernambucana\u00a0Carolina Malta\u00a0, de 38 anos, chamou aten\u00e7\u00e3o nas redes sociais ao anunciar um projeto pessoal para ajudar pessoas negras a se tornarem ju\u00edzes. 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