{"id":10665,"date":"2020-06-19T15:00:23","date_gmt":"2020-06-19T18:00:23","guid":{"rendered":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/?p=10665"},"modified":"2020-06-19T12:13:54","modified_gmt":"2020-06-19T15:13:54","slug":"namoro-versus-uniao-estavel-a-validade-do-contrato-de-namoro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/2020\/06\/19\/namoro-versus-uniao-estavel-a-validade-do-contrato-de-namoro\/","title":{"rendered":"Namoro versus uni\u00e3o est\u00e1vel: a validade (?) do contrato de namoro"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image\"><img loading=\"lazy\" width=\"1024\" height=\"732\" src=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/projeto-de-lei-do-senado-federal-propoe-igualdade-entre-casamento-e-uniao-estavel-correio-nogueirense-1024x732.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-3380\" srcset=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/projeto-de-lei-do-senado-federal-propoe-igualdade-entre-casamento-e-uniao-estavel-correio-nogueirense-1024x732.jpg 1024w, https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/projeto-de-lei-do-senado-federal-propoe-igualdade-entre-casamento-e-uniao-estavel-correio-nogueirense-300x214.jpg 300w, https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/projeto-de-lei-do-senado-federal-propoe-igualdade-entre-casamento-e-uniao-estavel-correio-nogueirense-768x549.jpg 768w, https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/projeto-de-lei-do-senado-federal-propoe-igualdade-entre-casamento-e-uniao-estavel-correio-nogueirense.jpg 1140w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption>Reprodu\u00e7\u00e3o<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Por Rodrigo Leite<\/strong><em><strong>&nbsp;<\/strong>|<\/em>&nbsp;Telegram:&nbsp;<a href=\"https:\/\/t.me\/pilulasjuridicasSTFSTJ\" rel=\"noreferrer noopener\" target=\"_blank\">https:\/\/t.me\/pilulasjuridicasSTFSTJ<\/a><em><\/em><em>&nbsp;<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>No dia&nbsp;<strong>12 de junho<\/strong>&nbsp;foi comemorado no Brasil o Dia dos Namorados. A data \u00e9 celebrada neste dia em homenagem ao Frei Portugu\u00eas Fernando Bulh\u00f5es, conhecido como&nbsp;<strong>Santo Ant\u00f4nio<\/strong>, que em seus discursos sempre pregava a import\u00e2ncia do amor e do casamento e, depois, de canonizado, ganhou&nbsp;<strong>a fama de casamenteiro<\/strong>. O Dia dos Namorados \u00e9, pois, a data que antecede o dia de Santo Ant\u00f4nio, 13 de junho.<\/p>\n\n\n\n<p>Nos Estados Unidos e em outros pa\u00edses, o Dia dos Namorados conhecido como&nbsp;<em>Valentine\u2019s Day<\/em>, \u00e9 celebrado dia&nbsp;<strong>14 de fevereiro<\/strong>&nbsp;em homenagem ao Dia de S\u00e3o Valentim. Valentim era um bispo, que viveu no final da Idade M\u00e9dia e ficou conhecido por lutar contra a proibi\u00e7\u00e3o do casamento para soldados combatentes, por ordem do imperador Cl\u00e1udio II. Valentim casou-se escondido, sendo preso e condenado \u00e0 morte. Por sua bravura, tornou-se um m\u00e1rtir na Igreja Cat\u00f3lica \u2013 Fonte: Infoescola.<\/p>\n\n\n\n<p>No Direito, em muitas situa\u00e7\u00f5es pr\u00e1ticas, \u00e9&nbsp;<strong>dif\u00edcil delimitar se a rela\u00e7\u00e3o afetiva \u00e9 um namoro ou j\u00e1 se tornou ou galgou ao patamar de uma uni\u00e3o est\u00e1vel<\/strong>, pois as rela\u00e7\u00f5es amorosas s\u00e3o complexas e, por consequ\u00eancia, seu enquadramento \u00e9 intrincado ou confuso, muitas das vezes.<\/p>\n\n\n\n<p>A uni\u00e3o est\u00e1vel requer, segundo o art. 1.723 do C\u00f3digo Civil, conviv\u00eancia p\u00fablica, sua continuidade e razo\u00e1vel dura\u00e7\u00e3o (elementos objetivos) e um elemento subjetivo: o desejo de constitui\u00e7\u00e3o de fam\u00edlia.<\/p>\n\n\n\n<p>A&nbsp;<strong>uni\u00e3o est\u00e1vel<\/strong>&nbsp;<strong>\u00e9 um estado de fato<\/strong>, \u00e9&nbsp;<strong>um fato da vida<\/strong>, que para sua configura\u00e7\u00e3o, demanda, a reitera\u00e7\u00e3o do comportamento do casal, que revele, a um s\u00f3 tempo e de parte a parte, a comunh\u00e3o integral e irrestrita de vidas e esfor\u00e7os, de modo p\u00fablico e por lapso significativo. Todavia, n\u00e3o \u00e9 qualquer rela\u00e7\u00e3o amorosa que caracteriza a uni\u00e3o est\u00e1vel. Mesmo que p\u00fablica e duradoura e celebrada em contrato escrito, com rela\u00e7\u00f5es sexuais, com prole, e, at\u00e9 mesmo, com certo compartilhamento de teto, pode n\u00e3o estar presente o elemento subjetivo fundamental consistente no desejo de constituir fam\u00edlia \u2013&nbsp;<em>vide<\/em>&nbsp;<strong>STJ, REsp 1558015\/PR<\/strong>, DJe 23\/10\/2017.<\/p>\n\n\n\n<p>Para a configura\u00e7\u00e3o da uni\u00e3o est\u00e1vel n\u00e3o h\u00e1 previs\u00e3o legal que defina um prazo m\u00ednimo, requer-se estabilidade, conviv\u00eancia duradoura, e por per\u00edodo de tempo suficiente a demonstrar a inten\u00e7\u00e3o de constituir fam\u00edlia e um projeto de vida, sendo necess\u00e1rio um tempo razo\u00e1vel de relacionamento, compartilhamento de vidas, sonhos, esfor\u00e7os, com integral e irrestrito apoio moral, afetivo e material entre os conviventes.<\/p>\n\n\n\n<p>A uni\u00e3o est\u00e1vel \u00e9 caracterizada por&nbsp;ser a rela\u00e7\u00e3o entre pessoas \u201cconfigurada na conviv\u00eancia p\u00fablica, cont\u00ednua e duradoura e estabelecida com o objetivo de constitui\u00e7\u00e3o de fam\u00edlia.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>A mera coabita\u00e7\u00e3o, sabemos, n\u00e3o constitui requisito necess\u00e1rio para a configura\u00e7\u00e3o da uni\u00e3o est\u00e1vel. Deve-se haver o prop\u00f3sito de constituir uma fam\u00edlia. E se essa coabita\u00e7\u00e3o for apenas ato de mera conveni\u00eancia, ostenta apenas caracter\u00edsticas de namoro \u2013&nbsp;<strong>STJ, AgRg no AREsp 649.786\/GO<\/strong>, DJe 18\/08\/2015.<\/p>\n\n\n\n<p>No&nbsp;<strong>REsp 1257819\/SP<\/strong>, DJe 15\/11\/2011, considerou-se, por exemplo, que o s\u00f3 fato de haver dedica\u00e7\u00e3o e solidariedade ao namorado, durante tratamento de uma doen\u00e7a que acarretou em sua morte, n\u00e3o \u00e9 fator capaz de caracterizar a uni\u00e3o est\u00e1vel. Segundo o STJ,&nbsp;<strong>esse fato, p<\/strong><strong>or si s\u00f3, n\u00e3o tem o cond\u00e3o de transmudar a rela\u00e7\u00e3o de&nbsp;<\/strong><strong>namoro<\/strong><strong>&nbsp;para a de uni\u00e3o est\u00e1vel<\/strong>, assim compreendida como unidade familiar. Revelaria-se imprescind\u00edvel, para tanto, a presen\u00e7a inequ\u00edvoca do intuito de constituir uma&nbsp;fam\u00edlia,&nbsp;de ambas as partes.<\/p>\n\n\n\n<p>Tampouco a coabita\u00e7\u00e3o, por si, evidencia a constitui\u00e7\u00e3o de uma uni\u00e3o est\u00e1vel (ainda que possa vir a constituir, no mais das vezes, um relevante ind\u00edcio). A coabita\u00e7\u00e3o entre namorados, a prop\u00f3sito, afigura-se absolutamente usual nos tempos atuais, impondo-se ao Direito, longe das cr\u00edticas e dos estigmas, adequar-se \u00e0 realidade social. Por oportuno, conv\u00e9m ressaltar que existe precedente do STJ no qual, a despeito da coabita\u00e7\u00e3o entre os namorados, por conting\u00eancias da vida, inclusive com o consequente fortalecimento da rela\u00e7\u00e3o, reconheceu-se inexistente a uni\u00e3o est\u00e1vel, justamente em virtude da n\u00e3o configura\u00e7\u00e3o do&nbsp;<em>animus maritalis&nbsp;<\/em>(<strong>REsp 1.257.819-SP<\/strong>, DJe 15\/12\/2011).&nbsp;<\/p><div class=\"zahiy69d8f218263c5\" ><!--<a href=\"https:\/\/bit.ly\/3QdrqTZ\" target=\"_blank\">\n<img src=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/mobile-geral.gif\"\/><a\/>--><\/div><style type=\"text\/css\">\r\n.zahiy69d8f218263c5 {\r\ntext-align: center;\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 1201px) {\r\n.zahiy69d8f218263c5 {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 993px) and (max-width: 1200px) {\r\n.zahiy69d8f218263c5 {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 769px) and (max-width: 992px) {\r\n.zahiy69d8f218263c5 {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 768px) and (max-width: 768px) {\r\n.zahiy69d8f218263c5 {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (max-width: 767px) {\r\n.zahiy69d8f218263c5 {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n<\/style>\r\n<div class=\"ormex69d8f218263ac\" ><!--<a href=\"https:\/\/bit.ly\/3QdrqTZ\" target=\"_blank\">\n<img src=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/desktop-geral.gif\"\/><a\/>--><\/div><style type=\"text\/css\">\r\n.ormex69d8f218263ac {\r\ntext-align: center;\nmargin-bottom: 1em;\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 1201px) {\r\n.ormex69d8f218263ac {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 993px) and (max-width: 1200px) {\r\n.ormex69d8f218263ac {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 769px) and (max-width: 992px) {\r\n.ormex69d8f218263ac {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 768px) and (max-width: 768px) {\r\n.ormex69d8f218263ac {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (max-width: 767px) {\r\n.ormex69d8f218263ac {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n<\/style>\r\n\n\n\n\n<p>Na tentativa de se&nbsp;<strong>blindarem&nbsp;<\/strong>e se<strong>&nbsp;neutralizarem&nbsp;<\/strong>das consequ\u00eancias sobretudo patrimoniais da uni\u00e3o est\u00e1vel e para evitar comprometimentos ou deveres rec\u00edprocos, alguns casais v\u00e3o ao cart\u00f3rio assinar \u201c<em>um contrato de namoro<\/em>\u201d.&nbsp;&nbsp;O objetivo \u00e9 tentar firmar que a rela\u00e7\u00e3o celebrada entre eles \u00e9 apenas um namoro (sem consequ\u00eancias patrimoniais) e n\u00e3o uma uni\u00e3o est\u00e1vel (rela\u00e7\u00e3o que, atualmente, est\u00e1 de ombro a ombro com o casamento).&nbsp;<em>Esse contrato \u00e9 v\u00e1lido? Eficaz? Ou \u00e9 nulo ou ineficaz?<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Em cl\u00e1ssico artigo sobre o tema, o amigo-irm\u00e3o&nbsp;<strong>Pablo Stolze Gagliano<\/strong>&nbsp;ensina que&nbsp;<em>\u201ctal contrato&nbsp;<\/em><em><strong>\u00e9 completamente desprovido de validade jur\u00eddica.\u201d<\/strong><\/em>Para ele,\u201ctrata-se, pois, de&nbsp;<strong>contrato nulo, pela impossibilidade jur\u00eddica do objeto<\/strong>.\u201d&nbsp;&nbsp;O que \u00e9 poss\u00edvel, sim, ressalve-se, \u00e9 a celebra\u00e7\u00e3o de um contrato que regule aspectos patrimoniais da uni\u00e3o est\u00e1vel \u2013 como o direito aos alimentos ou \u00e0 partilha de bens \u2013, n\u00e3o sendo l\u00edcita, por sua vez, a declara\u00e7\u00e3o que, simplesmente, descaracterize a rela\u00e7\u00e3o de uni\u00e3o est\u00e1vel, em detrimento da realidade \u2013 vide&nbsp;<a href=\"https:\/\/jus.com.br\/artigos\/8319\/contrato-de-namoro\" rel=\"noreferrer noopener\" target=\"_blank\">https:\/\/jus.com.br\/artigos\/8319\/contrato-de-namoro<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>De fato, o contrato de namoro \u00e9 pr\u00e1tica que n\u00e3o \u00e9 capaz, por si s\u00f3, de afastar as consequ\u00eancias da uni\u00e3o est\u00e1vel, pois como dito, esta \u00e9 um fato da vida, uma constru\u00e7\u00e3o afetiva, que<strong>&nbsp;n\u00e3o pode ser ocultada ou neutralizada por um mero contrato<\/strong>, uma mera declara\u00e7\u00e3o de vontades. Para al\u00e9m do frio contrato, h\u00e1 uma hist\u00f3ria de vida a ser aferida. A realidade afetiva vivenciado pelo casal n\u00e3o pode ser negada ou exonerada, sendo simplista, por uma&nbsp;<em>mera folha de papel<\/em>. O contexto \u2013&nbsp;<em>a hist\u00f3ria constru\u00edda pelas envolvidos \u00e9 que deve ser analisada caso a caso<\/em>&nbsp;\u2013 sendo nula a pura e simples declara\u00e7\u00e3o do casal, por meio de um contrato, de que est\u00e3o a viver um namoro e n\u00e3o uma uni\u00e3o est\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n<p>O contrato de namoro pode servir como elemento de prova num processo judicial, como elemento a indicar o grau ou n\u00edvel da rela\u00e7\u00e3o existente, mas n\u00e3o possui validade para blindar, esquivar ou libertar os envolvidos das consequ\u00eancias da realidade, do estado de fato constru\u00eddo pela uni\u00e3o est\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Rodrigo Leite<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Autor e coautor de livros jur\u00eddicos (Juspodivm e Saraiva)<\/p>\n\n\n\n<p>Mestre em Direito Constitucional<\/p>\n\n\n\n<p>Assessor de Desembargador do TJRN<\/p>\n\n\n\n<p>Professor da P\u00f3s On-line de Civil da Rede Kroton-LFG<\/p>\n\n\n\n<p>Conteudista dos sites&nbsp;<a href=\"http:\/\/justicapotiguar.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">justicapotiguar.com.br<\/a>&nbsp;(RN),&nbsp;<a href=\"http:\/\/novodireitocivil.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">novodireitocivil.com.br<\/a>&nbsp;(BA),&nbsp;<a href=\"http:\/\/meusitejuridico.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">meusitejuridico.com.br<\/a>&nbsp;(SP) e&nbsp;<a href=\"http:\/\/supremotv.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">supremotv.com.br<\/a>&nbsp;(MG).<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cO amor, quando se revela,<br \/>\nN\u00e3o se sabe revelar.<br \/>\nSabe bem olhar p&#8217;ra ela,<br \/>\nMas n\u00e3o lhe sabe falar.<br \/>\nQuem quer dizer o que sente<br \/>\nN\u00e3o sabe o que h\u00e1 de dizer.<br \/>\nFala: parece que mente&#8230;<br \/>\nCala: parece esquecer&#8230;&#8221;<br \/>\n(Fernando Pessoa)<br \/><a class=\"more-link\" href=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/2020\/06\/19\/namoro-versus-uniao-estavel-a-validade-do-contrato-de-namoro\/\">Mais&#8230;<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":3380,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10665"}],"collection":[{"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=10665"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10665\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":10666,"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10665\/revisions\/10666"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/3380"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=10665"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=10665"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=10665"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}