{"id":10031,"date":"2020-05-27T11:02:19","date_gmt":"2020-05-27T14:02:19","guid":{"rendered":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/?p=10031"},"modified":"2020-05-27T10:10:48","modified_gmt":"2020-05-27T13:10:48","slug":"estado-tera-que-indenizar-em-r-50-mil-montador-de-moveis-preso-ilegalmente","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/index.php\/2020\/05\/27\/estado-tera-que-indenizar-em-r-50-mil-montador-de-moveis-preso-ilegalmente\/","title":{"rendered":"Estado ter\u00e1 que indenizar em R$ 50 mil montador de m\u00f3veis preso  ilegalmente"},"content":{"rendered":"\n<p>Ademais, saliento que somente aquele que vivencia conhece a dor, pra n\u00e3o dizer pavor, de permanecer encarcerado injustamente, al\u00e9m de todas as consequ\u00eancias provenientes de tal fato\u201d. Foram com estas palavras do desembargador Vivaldo Pinheiro que a 3\u00aa C\u00e2mara C\u00edvel, \u00e0 unanimidade de votos, negou recurso e manteve a senten\u00e7a da 5\u00aa Vara da Fazenda P\u00fablica de Natal que condenou o Estado do Rio Grande do Norte a pagar a um montador de m\u00f3veis o valor de R$ 50 mil, a t\u00edtulo de indeniza\u00e7\u00e3o por danos morais, por ter sido v\u00edtima de uma pris\u00e3o ilegal efetivada por policiais militares em meados de 2016.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img loading=\"lazy\" width=\"850\" height=\"567\" src=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/amp-preso-ato-libidinoso.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4705\" srcset=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/amp-preso-ato-libidinoso.jpg 850w, https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/amp-preso-ato-libidinoso-300x200.jpg 300w, https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/amp-preso-ato-libidinoso-768x512.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 850px) 100vw, 850px\" \/><figcaption>Reprodu\u00e7\u00e3o<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>O caso<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o autor da a\u00e7\u00e3o, no dia 18 de agosto de 2016, ele foi preso em suposto estado de flagrante por estar de carona em autom\u00f3vel com duas pessoas acusadas de subtra\u00edrem de forma violenta, em uma parada de \u00f4nibus, o aparelho celular de uma v\u00edtima.<\/p>\n\n\n\n<p>Ele afirmou que no dia do fato foi \u00e0 casa de um dos dois acusados para desmontar alguns m\u00f3veis, pois iria mudar de resid\u00eancia e no final da tarde esperou que o cliente passasse para lhe dar uma carona de volta para casa, oportunidade em que foi efetuada sua pris\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Informou que permaneceu preso por tr\u00eas meses e 25 dias, sendo 24 dias no CDP da Ribeira, onde os presos estavam no castigo, vindo o autor a ficar no castigo com eles, e 91 dias no Pres\u00eddio Raimundo Nonato Fernandes, onde adquiriu zincas (mucosas), doen\u00e7as de pele como fur\u00fanculos por todo o corpo.<\/p>\n\n\n\n<p>Salientou que a acusa\u00e7\u00e3o sofrida foi objeto da A\u00e7\u00e3o Penal que tramitou na 7\u00aa Vara Criminal de Natal, com senten\u00e7a transitada em julgado em 27 de janeiro de 2017, na qual foi absolvido. Por tais raz\u00f5es, requereu a proced\u00eancia dos pedidos para condenar o Estado ao pagamento de danos sofridos.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Recurso<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Na primeira inst\u00e2ncia, ele obteve a condena\u00e7\u00e3o do Estado do Rio Grande do Norte para que lhe pague o valor de R$ 50 mil, t\u00edtulo de indeniza\u00e7\u00e3o por danos morais. O Estado recorreu alegando que n\u00e3o houve desacerto da autoridade policial, nem excesso, ao prender em flagrante todos os indiv\u00edduos encontrados no mesmo ve\u00edculo onde se encontrava o objeto roubado.<\/p>\n\n\n\n<p>Refor\u00e7ou que \u201cn\u00e3o remanesce motiva\u00e7\u00e3o para condenar o Estado a beneficiar o autor com uma compensa\u00e7\u00e3o pecuni\u00e1ria, vez que n\u00e3o se vislumbra a ocorr\u00eancia de uma pris\u00e3o ilegal, de uma den\u00fancia temer\u00e1ria e de um processamento injusto\u201d.<\/p><div class=\"ndkxd69e722be7eb2d\" ><!--<a href=\"https:\/\/bit.ly\/3QdrqTZ\" target=\"_blank\">\n<img src=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/mobile-geral.gif\"\/><a\/>--><\/div><style type=\"text\/css\">\r\n.ndkxd69e722be7eb2d {\r\ntext-align: center;\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 1201px) {\r\n.ndkxd69e722be7eb2d {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 993px) and (max-width: 1200px) {\r\n.ndkxd69e722be7eb2d {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 769px) and (max-width: 992px) {\r\n.ndkxd69e722be7eb2d {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 768px) and (max-width: 768px) {\r\n.ndkxd69e722be7eb2d {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (max-width: 767px) {\r\n.ndkxd69e722be7eb2d {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n<\/style>\r\n<div class=\"aorub69e722be7eb16\" ><!--<a href=\"https:\/\/bit.ly\/3QdrqTZ\" target=\"_blank\">\n<img src=\"https:\/\/justicapotiguar.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/desktop-geral.gif\"\/><a\/>--><\/div><style type=\"text\/css\">\r\n.aorub69e722be7eb16 {\r\ntext-align: center;\nmargin-bottom: 1em;\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 1201px) {\r\n.aorub69e722be7eb16 {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 993px) and (max-width: 1200px) {\r\n.aorub69e722be7eb16 {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 769px) and (max-width: 992px) {\r\n.aorub69e722be7eb16 {\r\ndisplay: block;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (min-width: 768px) and (max-width: 768px) {\r\n.aorub69e722be7eb16 {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n@media screen and (max-width: 767px) {\r\n.aorub69e722be7eb16 {\r\ndisplay: none;\r\n}\r\n}\r\n<\/style>\r\n\n\n\n\n<p>Destacou que \u201ca mera absolvi\u00e7\u00e3o criminal, quando evidente que n\u00e3o houve qualquer excesso ou abuso no exerc\u00edcio do jus persequendi, n\u00e3o faz surgir o dever de indenizar.\u201d Al\u00e9m do mais, criticou o valor indenizat\u00f3rio fixado, por consider\u00e1-lo excessivo.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Decis\u00e3o<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Para o desembargador Vivaldo Pinheiro, ficou claro que o autor foi preso por crime que n\u00e3o cometeu, permanecendo encarcerado pelo per\u00edodo de 3 meses e 25 dias, quando foi absolvido no julgamento da respectiva a\u00e7\u00e3o penal.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao analisar os autos, ele concluiu que o Estado n\u00e3o tem raz\u00e3o, diante dos detalhes descritos no processo. Isso porque, segundo ele, ficou n\u00edtida a ilegalidade na manuten\u00e7\u00e3o da pris\u00e3o do autor por intervalo de tempo consideravelmente longo, em se tratando de pessoa inocente.<\/p>\n\n\n\n<p>Entretanto, o relator esclareceu que, logicamente, o fato de o autor estar na companhia dos verdadeiros autores do crime, em ve\u00edculo no qual se encontrava a arma usada para constranger a v\u00edtima e o objeto roubado retrata que os policiais agiram de acordo com os comandos legais ao prend\u00ea-lo em flagrante, pois havia ind\u00edcios de materialidade e autoria naquela ocasi\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Contudo, explicou que, realizada toda a persecu\u00e7\u00e3o penal, o autor permaneceu preso por largo per\u00edodo de tempo, mesmo sendo inocente, fator mais que suficiente para caracterizar o dano moral sofrido. Logo, concluiu que, desde o in\u00edcio, havia evid\u00eancias da inoc\u00eancia do autor, condi\u00e7\u00e3o essa que deveria ter sido considerada e melhor investigada pelos respons\u00e1veis.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cDesse modo, o autor teve sua liberdade tolhida ilegalmente, permanecendo preso por quase 4 meses, o que por si s\u00f3 revela ofensa \u00e0 sua dignidade, \u00e0 sua honra perante a sociedade e danos de ordem moral, diante da ang\u00fastia, sofrimento, revolta e tristeza inevitavelmente experimentados, ao ter sua liberdade sacrificada injustamente\u201d, finalizou o desembargador Vivaldo Pinheiro em seu voto.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>(Processo n\u00ba 0819924-71.2017.8.20.5001)<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ademais, saliento que somente aquele que vivencia conhece a dor, pra n\u00e3o dizer pavor, de permanecer encarcerado injustamente, al\u00e9m de todas as consequ\u00eancias provenientes de tal fato\u201d. 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