| 6 dezembro, 2019 - 14:22

Empresário pede na Justiça “multa de castidade” para pagar pensão a ex-mulher

 

Os advogados da mulher classificaram a condição como uma “multa de castidade perpétua”

Foto: Ilustrativa

O empresário João Carlos Ribeiro, famoso por encabeçar a construção de um porto no Paraná, pediu na Justiça que a ex-esposa pagasse R$ 1,2 milhão caso se relacionasse com outra pessoa. O pagamento foi colocado como condição para que ele pagasse uma pensão de R$ 8.000 à ex e quitasse o valor de mútuo, que a defesa dela afirmou se tratar das despesas que teve durante o relacionamento.

Os advogados da mulher classificaram a condição como uma “multa de castidade perpétua”, em um documento de 480 páginas obtido por Universa. O valor foi pedido em 2012, em um documento apresentado à Vara de Família de Curitiba.

Em entrevista a Universa, o empresário afirma que fechou um acordo com a ex para encerrar o processo criminal em 2013. Membro da alta sociedade paranaense, Ribeiro encabeça a construção de um porto no litoral paranaense com previsão de entrar em funcionamento em 2022. Ribeiro e a mulher se casaram em 2009 e moravam em Curitiba.

Em 2012, o empresário levou a ex-esposa de carro até a sede da empresa dele. De acordo com o processo, ele queria que ela assinasse o contrato de divórcio que previa a cobrança da multa e suspeitava de que a mulher o havia o traído.Quando ela tentou sair do local, foi impedida e agredida por Ribeiro.

Em 2013, a mulher entrou com um pedido de indenização de R$ 10 mil por danos morais devido ao episódio da agressão. No mesmo ano, o casal fechou um acordo para encerrar o processo criminal e deixar de lado a cláusula de cobrança da “multa” em caso de novo relacionamento da ex-esposa. Na versão final do processo de divórcio, Ribeiro se comprometeu a pagar uma pensão de R$ 10 mil, mais despesas médicas e escolares à filha, além de pagar um valor mensal de R$ 8.000 à ex-esposa durante oito anos, enquanto ela não se casar com outra pessoa ou se mudar de Curitiba. Com o novo acordo, foi deixada de lado a chamada “multa de castidade”.

Universa/UOL


Leia também no Justiça Potiguar

Comente esta postagem: